A fonte secou

Monsueto Menezes & Tufic Lauar(Raul Moreno) & Marcléo

“A fonte secou”, o melhor samba carnavalesco de 54, é o segundo sucesso (o primeiro foi “Me deixa em paz”) de Monsueto Menezes. Homem de múltiplas atividades – baterista, pintor, comediante -, Monsueto foi principalmente compositor, um dos raros sambistas de qualidade surgidos nos anos cinquenta. Espirituosos, salpicados de tiradas “filosóficas”, seus sambas têm, algumas vezes, até um certo sentido de crítica social (“Lamento da lavadeira”, “Na casa do Antônio Jó” etc.).

Antes da gravação de Raul Moreno (ouça adiante!), “A fonte secou” foi oferecida à cantora Marlene que a rejeitou, lamentando depois a oportunidade perdida de lançar este clássico.

Atestando sua qualidade, várias composições de Monsueto tiveram regravações importantes como as de “Me deixa em paz” (Milton Nascimento e Alaíde Costa), “Mora na filosofia” (Caetano Veloso) e “A fonte secou” (Maria Bethânia).

Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br

Raul Moreno & Coro(1953)

 

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A fonte secou, mas a inspiração de Monsueto se manteve
Por Paulo Peres, em 07/02/2015

O pintor, ator, cantor e compositor carioca Monsueto Campos de Menezes (1924-1973), na letra de “A fonte secou”, com seus parceiros Tufi Lauar e Marcelo, invocou metáforas para explicar o tratamento a que sua amada o submete, somente o procurando quando precisa. Esse samba foi gravado por Raul Moreno, em 1953, pela Todamérica.

Extraído de http://www.tribunadainternet.com.br

 

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Com o sucesso de “Me deixa em paz”, Monsueto teve músicas incluídas no espetáculo “Fantasia, fantasias”, apresentado no “Copacabana Palace Hotel”. O segundo êxito da lavra de Monsueto, eleito como melhor samba do carnaval de 1953, foi “A fonte secou”, parceria com Mário Barbato, lançada por Raul Moreno. Baterista de origem, a canção registra características importantes das obras de Monsueto. Apesar das letras geralmente tristes, que versam sobre amores desfeitos, orgulho, vingança, mágoa e ressentimento, a melodia segue o feitio do samba pra cima, centrado no ritmo. Regravada por Cláudia (confira em ‘O tempo não apagou’) e Maria Bethânia, reitera versos sintéticos e filosóficos: “Eu não sou água/Pra me tratares assim/Só na hora da sede/É Que procuras por mim…”.

Extraído de http://www.esquinamusical.com.br

 

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Grande sucesso do carnaval de 1954, este samba tem como parceiro seu próprio intérprete, Raul Moreno, só que ele assina com seu nome de batismo, Tufic Lauar. Gravação Todamérica de 8 de outubro de 1953 com lançamento ainda em dezembro (TA-5387-B, matriz TA-558). Raul Moreno também é o criador de “A flor e o espinho”, samba clássico de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, lançado em 1957.

Extraído de Samuel Machado Filho

 

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No programa “Brasil Sonoro” levado ao ar no dia 01/10/2016, pela E-Paraná – 97,1 FM e 630 AM, a canção “A fonte secou” foi por nós lembrada no quadro ‘QUAL DELAS ?’ (ouça adiante!).

 

Tags: fonte / Marcléo / monsueto / Moreno / secou / Tufic /
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ANTHONY KUDSI RODRIGUES disse:

Adorei saber da existência deste site dedicado às músicas da era de ouro do Brasil e suas histórias, complemento ideal para a melhor compreensão e apreciação da musica.