Andança
“Andança” foi feita na casa de Beth Carvalho, por três jovens que, como ela, iniciavam na época suas carreiras: os compositores Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós.
Danilo compôs a melodia da primeira parte, Edmundo a da segunda e, novamente Danilo, a da parte que é usada em contracanto, cabendo a Paulinho fazer a letra, que trata da caminhada sem fim de um romântico andarilho:
“No passo da estrada / só faço andar / tenho a minha amada / a me acompanhar / vim de longe, léguas / cantando eu vim / vou, não faço tréguas / sou mesmo assim…”.
Meio samba, meio toada, moderna e bem estruturada, “Andança” mostra certa influência do estilo Milton Nascimento, uma tendência que pode ser observada no final dos anos sessenta, principalmente em músicas concorrentes aos festivais. Aliás, o próprio Milton afirmou em depoimento a Zuza Homem de Mello, em junho de 69: “Não há muita diferença entre minha música e a de Danilo e Dori, porque a gente faz a mesma coisa, de um modo geral. Menos na melodia e na letra, mais na harmonia e no ritmo.” Apresentada por Beth Carvalho e os Golden Boys, “Andança” foi a terceira colocada na parte nacional do III FIC e uma das mais aplaudidas pelo público (ouça adiante!) (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br/
Beth Carvalho & Golden Boys(1968)
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Andança
Publicado por: Leo Jardim
Sempre que leio sobre aqueles “Festivais de Música” que aconteciam nos anos 60 fico imaginando o quão sensacionais deviam ser. Era uma celebração à música, que importava mais que qualquer outra coisa. E a música aqui trazida ficou em 3º lugar no “III Festival Internacional da Canção”, em 1968.
“Andança” foi composta por Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi e interpretada pela Beth Carvalho e os Golden Boys no festival citado acima.
Este cartaz faz parte daquela encomenda maravilhosa que recebemos num natal. Quando a vi na lista, logo quis fazê-la pois sempre gostei desta música. Ela tem um clima bom, passa uma energia boa. Eu concordo com a Beth Carvalho quando ela diz que: “Andança é a canção dos românticos, dos saudosistas, dos amantes da noite e de uma boa música…”
Eu, como um bobão apaixonado que sou, gosto de todos os clichês românticos desta música: gosto da lua cheia, das rosas, do olhar em festa, da seresta. Mas o que mais gosto nesta canção é do verso presente no cartaz: “por onde for quero ser seu par”, porque essa vontade de ficar ao lado de quem se ama é constante, e ficar ao lado de quem se ama é maravilhoso.
Ficou curioso pra ver o cartaz? olha só o resultado final:
E aí, gostaram?
Extraído de http://www.tipoessa.com
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Composição de Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, apresentada no III Festival Internacional da Canção (FIC), promovido pela TV Globo em 1968. Defendida por Beth Carvalho com os Golden Boys, obteve o terceiro lugar na fase nacional, constituindo-se no primeiro grande sucesso da cantora, e foi lançado pela Odeon em setembro de 68, no compacto simples n.o 7B-323-B, figurando ainda no último dos três LPs coletivos que a “marca do templo” editou com as músicas concorrentes do certame. “Andança” ainda seria faixa de abertura do compacto duplo n.o 7BD-1164, e daria título ao primeiro LP-solo dessa intérprete. Mais tarde, Beth Carvalho se firmou como uma das maiores sambistas brasileiras, mas “Andança” seria sucesso permanente em seu repertório, e voltaria a ser gravada por ela em outras oportunidades. Outros registros notórios deste clássico da MPB são os de Elis Regina, Maria Bethânia, Elymar Santos, Zé Paulo e do próprio Paulinho Tapajós, apenas para citar alguns (confira em “O tempo não apagou”). Direitos fonográficos reservados à Universal Music International Ltda. ISRC: BREMI-6800027.
Extraído de Samuel Machado Filho
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Na roda de samba do Grupo de Ouro – composta por 21 compositores, dentre os quais, eu – no Clube Maxwell, cada compositor se incumbia de levar o(a) intérprete, com o(a) qual estivesse com moral , para dar uma canja.
“Gracia do Salgueiro” – autor de “1800 colinas” – levou Beth Carvalho, que encerrou sua apresentação cantando “Andança” . Foi emocionante… mas emocionante mesmo. Um mar de braços levantados sacudindo lenços brancos, e todos cantando juntos com Beth… “Me leva amor…amor…me leva, amor…por onde for quero ser seu par…”.
Conheci Edmundo Souto – um dos autores de “Andança” – em Belém, aonde fomos, a convite de Arthur Espíndola, para participar do projeto “Amazônia samba”. O Edmundo é cheio de histórias. Papo vai, papo vem, “Andança” entrou na conversa.
Beth Carvalho ia fazer um show no Canecão, com a direção de Edmundo Souto. Na hora de escolher o repertório, Beth firmou ponto:
– “Andança” nem pensar, Edmundo. Num ‘guento’ mais cantar essa música.
É compreensível essa atitude da cantora. Por onde se apresentasse, Beth não podia ir embora sem cantar “Andança”.
Findo o show, Beth tirou o time de campo, mas o povo não arredou pé. Já no corredor, indo para o camarim, Beth e Edmundo ouviam o coro ininterrupto:
– Andança ! Andança ! Andança ! Andança !…
Beth recuou:
– Tem jeito não, Edmundo. Vou ter que voltar e cantar essa porra!…
Por Toninho Nascimento
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“Andança” é uma canção composta por três jovens músicos: Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós.
Caymmi foi o responsável pela melodia da primeira parte e também pela usada em contracanto, uma das marcas registradas da Canção.
Edmundo compôs a segunda parte e a letra ficou para Tapajós.
A composição aconteceu de maneira espontânea.
Os rapazes visitavam a jovem Beth Carvalho em seu Apartamento no Leblon, quando a Canção ganhou vida.
Beth que acompanhou todo processo, se apaixonou pelo resultado!
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