Canta, Brasil

Alcyr Pires Vermelho & David Nasser

Dois anos após o lançamento de “Aquarela do Brasil”, surgia um novo samba-exaltação, intitulado “Canta, Brasil”, que faria grande sucesso, consolidando o prestígio do gênero. Para isso, adotava como modelo o samba de Ari Barroso e até o citava nos versos: “Na Aquarela do Brasil’ / eu cantei de norte a sul”. “Canta, Brasil” têm música de Alcir Pires Vermelho e letra de David Nasser.

Mineiro, pianista e compositor, como Ari, Alcir seguiu-lhe os passos para se tornar, também, um pródigo criador de sambas-exaltação. São de sua autoria, por exemplo, “Onde o céu é mais azul” (com João de Barro e Alberto Ribeiro), “Brasil, usina do mundo” (com João de Barro), “Vale do Rio Doce” e “Onde florescem os cafezais” (com David Nasser). Isso, sem deixar de atuar com sucesso em outros gêneros.

Sobre “Canta, Brasil”, Alcir costumava dizer que fez sua melodia numa viagem de bonde, do Centro à Tijuca (no Rio de Janeiro), depois de receber a letra de Nasser num encontro casual na Avenida Rio Branco. Cantor ideal para esses “sambas de bravura”, Francisco Alves gravou “Canta Brasil” na Odeon, acompanhado pela orquestra da Rádio Nacional.

Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br/

 

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Clássico e antológico samba-exaltação de Alcyr Pires Vermelho e David Nasser, lançado por Francisco Alves no programa “Instantâneos sonoros”, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Acompanhado pela orquestra e coral da emissora, sob a direção de Romeu Ghipsman, e com arranjo especial de Lírio Panicalli, Chico Viola fez esta cuidadíssima gravação, ocupando os dois lados do disco Odeon 12003, em 20 de maio de 1941, com lançamento em julho do mesmo ano, matrizes 6663 e 6664 (ouça adiante!). Na edição impressa, vem uma dedicatória dos autores: “A Francisco Alves, que emprestou a ‘Canta, Brasil’ sua alma de artista”. “Canta, Brasil!” foi regravado inúmeras vezes (confira em ‘O tempo não apagou’). Direitos fonográficos reservados à Universal Music Ltda.

Em 1957, foi a vez da Sapoti o incluir em seu repertório, gravando-o para o álbum da Copacabana “Quando os maestros se encontram com Ângela Maria”, como faixa de encerramento. Nesse disco, Ângela é acompanhada de orquestra, com um maestro diferente na regência de cada faixa (o daqui é Sylvio Mazzucca)(confira em ‘O tempo não apagou’).

Extraído de Samuel Machado Filho

Francisco Alves & Coro & Romeu Ghipsman e Orquestra Radio Nacional(1941)

Tags: Alves / Brasil / canta / Ghipsman / Nacional / nasser / Pires /
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