Cantar
Escutei “Cantar”, pela primeira vez, numa gravação de Cristina (Buarque) (confira em ‘O tempo não apagou’) e fiquei absolutamente embevecida com essa perfeição de melodia e letra no choro de Godofredo Guedes. Sempre que escuto, sinto uma nostalgia, meio utópica, de alguma ternura que se esvaiu por aí.
Mais tarde Cristina ficou sabendo, através de Tavinho Moura, que a canção que tinha aprendido com Beto Guedes, e gravado, era só a metade, já que ele não apresentou a segunda parte, tão linda e redonda quanto a primeira. Pouca gente conhece a versão completa que vai aí cantada por Beto Guedes e Tavinho Moura (veja e ouça adiante!).
Extraído de Anna de Hollanda
Beto Guedes & Tavinho Moura ao vivo(2002)
X.X.X.X.X
A música não é de Beto Guedes, é do pai Godofredo. É daquelas músicas que batem no fundo da alma, que trazem lembranças de fatos que ocorreram ou que deveriam ter ocorrido, um hino que aqueceu o coração da minha geração.
Luis Nassif em 07/08/2011
Extraído de https://jornalggn.com.br
X.X.X.X.X
UM BRASILEIRO VIVO
Doutor para muitos, Magrão para os mais próximos – mas, sobretudo, brasileiro. No sangue e no sobrenome. Não por acaso. Durante toda minha infância em Ribeirão Preto ouvi falar sobre as histórias incríveis de Magrão, fossem elas sobre suas bebedeiras ou a fase gigantesca no Botafogo. Mas as que mais me tiravam do chão vinham do meu pai, seu Anésio, meu grande amigo.
………..
Estive em seu enterro. Dei o último carinho para o herói impossível. O mais Brasileiro que poderia existir.
A última reza de seus amigos em torno do caixão foi com uma das mais belas canções da música brasileira. Uma das favoritas de Sócrates. Era “Cantar”, de Godofredo Guedes e imortalizada na voz do seu filho, Beto Guedes.
Era demais para mim. A voz e o jeito frágil de Beto Guedes prontamente vieram à minha cabeça.
O coro de seus amigos tomou conta daquela tarde quente em Ribeirão Preto.
Senti, num delicado levitar, o impossível. Era a voz de um povo a cantar. Um Brasil vivo e mais perto do que nunca.
Por Ricardo Morais, com Rodolfo Araújo
Trecho extraído de https://ripfutebolclube.com
X.X.X.X.X
Assim como a canção de autoria de Godofredo Guedes recebeu inúmeras gravações (confira em ‘O tempo não apagou’), o tema “Cantar” dá nome a outras tantas (confira em ‘O poder da criação’)
X.X.X.X.X
Em 1978, um dos meus discos de cabeceira era “Amor de Indio”, o segundo de Beto Guedes. Ali despontaram canções que se tornariam clássicos do pop brasileiro, a começar pela música título, entre outras maravilhas. Uma delas surpreendeu-me. A composição de seu pai, Godofredo Guedes (“Cantar”), bela e singela, evocando as serenatas, retrato de um Brasil romântico e gentil. Hoje, sei o quanto significa reconectar-me com esse espírito, com esse país (obviamente que não estou me referindo ao ano de1978). Cantar pode não ser a única solução, mas é, certamente, uma forma de lembrar o que já fomos e o que poderemos voltar a ser. Agradeço de coração às amigas do “Grupo Amaranto” que estão, mais uma vez, junto comigo. E ao maestro Vicente Ribeiro pelo belo arranjo. Devo dizer que nos guiamos pela gravação do Beto, apropriada para esse formato à capela, porém a canção contém outra parte, igualmente bela e, que eu saiba, nunca gravada e disponível no YouTube em apresentações de Tavinho Moura e Paulinho Pedra Azul
Zé Renato
X.X.X.X.X
Beto Guedes, cantor, compositor e multi-instrumentista mineiro, cresceu em um ambiente profundamente musical, influenciado por seu pai, Godofredo Guedes, que era autodidata e apaixonado por instrumentos de sopro. Godofredo destacou-se como compositor e regente de uma banda em sua terra natal, criando músicas em diversos gêneros, como choros, valsas, sambas e serestas.
Uma de suas composições mais conhecidas, “Cantar”, foi regravada por artistas renomados como Caetano Veloso e Paula Toller. Beto Guedes homenageia seu pai regravando suas composições em cada um de seus álbuns, incluindo a canção “Belo Horizonte”, em ritmo de choro em seu disco de estreia. Além de músico, Godofredo construiu seus próprios instrumentos de corda, ajudando a sustentar sua família.
Godofredo faleceu em 1983 e foi homenageado com a Galeria de Artes Godofredo Guedes no Centro Cultural Hermes de Paula.
Mpb bossa no Facebook
Arquivo
- dezembro 2025
- novembro 2025
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- dezembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014

