Devolva-me

Renato Barros & Lilian Knapp

O sujeito de “Devolva-me”, de Renato Barros e Lilian Knapp, pede que o outro devolva o sujeito a si mesmo. Ele quer se libertar da imagem fixada ao outro. Quer, sozinho, viver em paz. Afinal, ser amado, em geral, é ter que corresponder às expectativas do outro.
O sujeito quer voltar à errância da pré-relação com o outro. Retomar as rédeas da própria vida: desconectadas de alguém. Para tanto, pede que as cartas (de amor?) sejam rasgadas e que o retrato seja devolvido.

Somos, em grande parte, aquilo que escrevemos. Como o provérbio latino sugere “as palavras voam, mas a escrita permanece”. O sujeito de “Devolva-me”, parece ser consciente disso e, tendo as cartas rasgadas (a escrita dos acontecimentos e dos sentimentos), deseja zerar um tempo/espaço. Só existe aquilo que está registrado: ele quer apagar o que não tem mais governo. Para, assim, devolver-se a si mesmo.

Como se não bastasse o rasgar das palavras, o sujeito pede (de volta) o retrato que ele deu ao outro: ele quer restituir para si a imagem (de si) dada ao destinatário da mensagem da canção. Apagando os rastros do afeto que lhe fez se perder.

A questão é que o sujeito, matreira e perversamente, deixa uma “maldição” no outro: chama-o de “meu bem”. O outro, deste modo, deixa de ser ele para ser o “meu bem” do sujeito. Ou seja, perde-se, como outrora era o sujeito quem estava perdido. Este jogo (psicológico e humano) persuade o outro a entregar aquilo que o sujeito pede.

Ao mesmo tempo o sujeito aponta para algo que mina e sobre o qual ele não tem domínio: a vida. Vaza, sobra e contamina a canção (o canto do sujeito) certo incômodo com o fim da relação.
Gravada por Adriana Calcanhotto (Público, 2000), “Devolva-me” recebeu moldura de voz e violão investindo (iluminando) a mensagem da canção: o pedido da voz que canta (ouça adiante!). Apagando o passado (comum) o sujeito deixa apenas o canto do fim: ou de um começar de novo.

Extraído de http://365cancoes.blogspot.com.br

Adriana Calcanhoto(2000)

 

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Em 1966, a dupla Leno e Lilian lançou o primeiro disco, com as canções “Pobre menina” e “Devolva-me” (ouça adiante!). O primeiro LP, gravado logo em seguida, incluía essas duas primeiras músicas e ainda “Eu não sabia que você existia”, outro sucesso.

Extraído de https://pt.wikipedia.org

Leno e Lilian(1966)

 

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O término de uma relação costuma ter um ritual: a hora em que um devolve ao outro as fotos, cartas e roupas que ficaram ao longo da relação. Quem já não passou pela dificuldade de ir pegar as coisas?
“O retrato que eu te dei, se ainda tens não sei, mas se tiver devolva-me…” É sempre assim. Vocês foram muito felizes, se amaram loucamente, mas o fim chegou. Se acostumar com essa ideia pode demorar um pouco e o final fatídico normalmente só é determinado quando um dos dois resolve pegar suas coisas e “levantar acampamento”. Mas a situação nem sempre é tão previsível: há quem resolva passar uma borracha em tudo, aproveitando o momento de buscar as tralhas como uma ótima desculpa para tentar recomeçar. Outros já não têm tanta sorte e acabam encontrando suas roupas rasgadas, queimadas ou até mesmo espalhadas pela calçada depois de voarem pela janela. Com final feliz ou não, todo mundo já passou por isso e a experiência é sempre marcante.

Extraído de http://www.bolsademulher.com

 

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Devolva-me na era digital

Leia a letra da música “Devolva-me” que é cantada por Adriana Calcanhoto…

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor meu bem

O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me

Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim vai ser melhor meu bem

É uma música composta pelos compositores: Lilian Knapp e Renato Barros.
A música é bonita. Mas, eu pessoalmente, acho a letra triste porque fala de ruptura e sinceramente isso não é legal!
Vamos pensar como seria uma letra dessas nos dias de hoje.
Conheço uma adolescente muito linda e que vive as voltas com isso… Rupturas e reatamentos.
E nessa fase de adolescência isso é até “bunitinho”…
Mas sabe como é complicado dar uma opinião em uma situação como esse… Rsss
O Ex é amigo no facebook, segue no tumblr, segue no twitter, segue no Google+ e por ai vai…
“Rasgue as minhas cartas e”
Aqui já complicou… Veja que trabalheira danada.
Desfazer amizade no facebook… Unfollow (“desseguir” ou deixar de seguir), no tumblr, no twitter e no Google+…
E depois de tudo isso ainda não foram rasgadas as “cartas”. Afinal ainda tem que remover os posts no facebook que foram feitos ricos em dedicatórias e sentimentos doces. E as mensagens no twitter?! E por ai vai.
Quanto mais longa a relação… mais trabalho. É melhor cancelar as contas e abrir novas.
Não vai dar né! Complicou mais ainda.
“E não me procure mais
Assim será melhor meu bem”
Que situação…
Vai ter que cancelar a amizade com todos os amigos comuns ou pedir para eles alterar o nível de segurança, porque o facebook dele esta todo aberto e a curiosidade mata!
Essa coisa de “E não me procure mais”… Vai ficar bem complicado!
Ou é melhor pedir para ele te bloquear? E você bloquear ele?
Que matemática! E ainda nem chegamos nas outras rede sociais ainda…
A segunda estrofe…
“O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me.”
Caramba! Remover todas as fotos e vídeos…
E as fotos dos amigos que estão marcadas… Hummmmm… Que saco!
Nussssaaa!!! Olha… Não dá pra voltar não?!
Vou ficar por aqui…

Extraído de http://nascimentoab.blogspot.com.br em 11/12/2013

Tags: Adriana / Barros / Devolva-me / Knapp / Leno / Lilian /
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