Dia branco

Geraldo Azevedo & Renato Rocha

A primeira gravação de “Dia branco” foi no disco ‘Frevo mulher’ lançado por Amelinha em 1979(ouça adiante!).

Amelinha(1979)

 

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O sujeito de “Dia branco”, de Geraldo Azevedo e Renato Rocha, é a própria sereia tentando seduzir e convencer o ouvinte a com ela seguir “numa praça, na beira do mar”. E faz isso usando a imagem de um dia branco: cheio de possibilidades para ser experimentadas e opções para ser engendradas.

Guardada no discoInclinações musicais’ (1981), “Dia branco” é o canto que quer saciar os desejos do ouvinte – “sol se o sol sair, ou chuva se a chuva cair” – e assim fisgá-lo. E o que é um ouvinte sem o canto? Nada, simplesmente não existe.

A sereia sabe disso e promete realizações neste sentido: o canto de amor singular que mantem o ouvinte vivo na vida. Porém, para tanto, o ouvinte precisa ir com ela – “pro que der e vier”. A letra da canção começa com o “se” abrindo, assim, as segundas intenções da voz que canta.

A melodia lenta, passional, adensa o desejo de manter o ouvinte “parado” no canto: atento à canção amorosa e mais vulnerável à conquista. A lamúria humana é pelo reconhecimento, portanto, como negar o convite da sereia que me canta: que diz quem sou?

Por outro lado, tornando-me escravo desse canto, reconheço-me como um ser para a morte. Enquanto a sereia se arrisca, canta e me conquista, eu me acomodo e me torno agente da história, pela angústia de sempre necessitar do canto da sereia.

A nesga metacancional de “Dia branco”, que acontece quando o sujeito da canção diz (canta) “Se branco ele for, esse tanto, esse canto de amor”, é usada para apontar a consciência-de-si daquele que canta: a ficção é sedutora quando ela (o sujeito) conversa com ela mesma – impõe-se como ficção: interferência no “real”.

A voz que canta (sempre ficcional) lança um impulso sobre o ar e acerta em cheio o ouvinte exausto de cotidiano. A voz pronuncia o mundo – constrói e desconstrói tempos e espaços – em abundância: desejo primordial do ouvinte. Cabe a este dizer sim ou não: abandonar o “se”.

Extraído de http://365cancoes.blogspot.com.br/

 

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Pertencente a um grupo que incluía Naná Vasconcelos, Teca Calazans e Alceu Valença (com quem chegou a gravar em dupla em 1972), o compositor/músico/cantor Geraldo Azevedo tomou o caminho do Sul em 1968, convidado por Eliana Pittman, que o descobrira na noite de Recife.

Daí, então, até gravar o seu primeiro disco solo, passaram-se nove anos em que viveu do trabalho de músico e dos direitos de algumas canções. Mas Geraldinho, que é tão bom músico quanto compositor, ao mesmo tempo nordestino e universal, lançou no elepê ‘Inclinações musicais’, em 81, a canção “Dia branco”, de grande importância para a sua obra.

Esta composição revela em sua linha melódica, sequência harmônica e até no arranjo e inflexões da gravação original uma influência dos Beatles, particularmente da fase do “álbum branco”, que parece ter inspirado o seu título. Esta influência é mesclada com uma melancolia bem nordestina, que pode ser percebida em versos como: “Se você vier / pro que der e vier comigo / eu lhe prometo o Sol / se hoje o Sol sair / ou a chuva…”

Cantada pelo autor despojadamente, com o acompanhamento básico de dois violões (ouça adiante!), “Dia branco” tornou-se peça frequente em reuniões musicais informais. Outros sucessos de Geraldo Azevedo são “Táxi lunar” (com Zé Ramalho e Alceu Valença), “Moça bonita” (com Capinan), “Canção da despedida” (com Geraldo Vandré) e “Bicho de sete cabeças” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br/

Geraldo Azevedo(1981)

 

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A música foi composta por Geraldo Azevedo(1945) e Renato Rocha(1961). É uma música de letra e melodia fácil, simples mas muito poética.

Esteve presente na trilha do filme “A Máquina” (2003) e contou com um arranjo inovador criado pelo grupo Vermelho 27, que apresentava no filme como ‘The Sconhecidos’.

 

Extraído de http://museudacancao.blogspot.com.br/

 

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Em 28/11/2013

Sugestão de música para Entrada da Noiva, do Noivo e dos Padrinhos.

“Se você quiser e vier, pro que der e vier, comigo…”

Às vezes parece algo do universo (ou de alguma indicação aqui do blog! Rsrs!), mas existem épocas em que os casais pedem muito a mesma música. E nestes últimos dois meses vários noivos me pediram esta canção linda de viver: “Dia branco”, de Geraldo Azevedo, do álbum ‘Inclinações Musicais’ (1981).

Para mim, a música é um ‘convite para a um viver de amor’, muito natural (eu te prometo o sol, se hoje o sol sair, ou a chuva, se a chuva cair). O ‘Dia branco’ é como se fosse uma página em branco esperando para ser pintada em várias cores, jeitos, estilos, com as mais diversas experiências. Eu ainda acho querido o fato de, como o branco é a ‘cor’ das noivas, esta música ter esta relação meio lúdica com o casamento.

Já fizemos ‘Dia branco’ para uma noiva querida entrar com a marcha de introdução (ficou emocionante!). Ela contou para mim que esta música lembrava um dia que ela passou com o noivo em uma Paris de muita neve (lindo, né?!). Fizemos para os padrinhos e estamos prestes a fazer para a Entrada do Noivo. Vai ser especial demais!

Extraído de http://musicaparacasar.com

 

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sábado, 13/11/2010

“Dia branco” deve ser o maior clássico do Geraldo Azevedo e se não for o maior, está na lista entre as cinco mais clássicas do seu repertório e também das letras mais lindas da música brasileira. Explorada por vários cantores da noite, “Dia branco” também foi gravada por Simone e por Elba Ramalho (confira em ‘O tempo não apagou’), ambas com uma interpretação peculiar e sempre muito delicada que a canção pede.

Uma das mais belas declaração de amor que a música brasileira oferece, “Dia branco” ressalta o companheirismo, o amor incondicional, a boa esperança faça chuva ou faça sol, em qualquer lugar que seja o amor estará sempre presente em uma praça ou no mar, enfim, é o amor infinito e bonito, o amor revestido da paz que canções como essa nos presenteiam.

Extraído de http://everaldofarias.blogspot.com.br

Tags: Amelinha / Azevedo / branco / dia / Rocha /
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