Dora

Dorival Caymmi

Clássico samba com introdução de frevo, obra-prima do mestre Dorival Caymmi. Ele o compôs em 1941, quando estava no Recife, à procura de vaga em um hotel da cidade, que estava repleto de oficiais norte-americanos, em virtude da Segunda Guerra Mundial. Caymmi foi parar em um bar, de mala e cuia, e lá ficou até que fechasse, esperando o quarto que o recepcionista do hotel lhe prometera. Do lado de fora do bar, ele viu passar o cordão de carnaval “Pão da Tarde”, com uma banda “envenenada”, atraindo a população. Ainda não era carnaval, mas o “Pão da Tarde” estava angariando fundos para seu desfile carnavalesco. De repente, no meio do cordão, surgiu uma mulata incomum, “de fechar o tempo”, que dançava o frevo com perfeição. E foi inspirado nela que Caymmi fez este clássico de sua obra e da MPB, por ele mesmo imortalizado na Odeon em 18 de junho de 1945, e o lançamento se deu em agosto do mesmo ano, disco 12606-A, matriz 7856, com acompanhamento da orquestra de Fon-Fon (ouça adiante!). “Dora” tem várias regravações (confira em ‘O tempo não apagou’), inclusive do próprio Caymmi.

Extraído da “Minhateca” de Samuel Machado Filho.

Dorival Caymmi & Fon fon e Orquestra(1945)

 

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No programa “Brasil sonoro” levado ao ar no dia 2/01/2016, pela E-Paraná – 97,1 FM e 630 AM, “Dora” foi por nós lembrada no quadro ‘QUAL DELAS ?’ (ouça adiante!).

 

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“Dora” é um samba-canção, que tem como introdução um frevo, composto pelo gênio Dorival Caymmi (1914-2008) em 1945.

Pode ser considerada uma composição em homenagem a Recife, Pernambuco. Caymmi estava sentado em um bar, que já estava quase fechando, quando ouviu uma banda tocando um frevo. A frente do cortejo carnavalesco vinha uma mulata linda, de corpo escultural, dançando, pelo simples prazer de dançar, Caymmi ficou tão encantado com a figura da mulher, que naquela mesma noite começou a escrever os primeiros versos do samba.

Extraído de http://museudacancao.blogspot.com.br/

Tags: caymmi / Dora / Fon fon / frevo /
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EDUARDO REIS disse:

Incrível como a mulher e principalmente a Mulata desde os tempos passados e até nos dias de hoje continuam inspirando os grande autores e nos presenteando com tamanha obra… Ainda mais contada com detalhes impares pelo nosso grande maestro e amigo chamado Salvador Lacerda Falcão… Obrigado.