Foi um rio que passou em minha vida

Paulinho da Viola

Em 1968, Hermínio Bello de Carvalho resolveu fazer uma surpresa a Paulinho da Viola e inscreveu a música “Sei lá, Mangueira” na terceira edição do histórico festival de música da TV Record. A letra de Hermínio, musicada por Paulinho, exaltava a Mangueira, escola de samba rival à Portela. O fato causou preocupação em Paulinho que não queria projetar a música temendo uma reação negativa dos portelenses, mas isso é um caso diferente. O samba foi interpretado por Elza Soares (ouça adiante!) e Paulinho passou a ser olhado com certa desconfiança na Portela, mas o compositor diz que nunca foi questionado por isso. A experiência do festival deixou uma dívida para Paulinho que buscava inspiração para compor uma música em homenagem à sua escola.

No ano de 1969, Paulinho venceu o último festival da TV Record com “Sinal fechado”. Tirou também, no mês de maio, o primeiro lugar na Feira Mensal de MPB da TV Tupi com o samba “Nada de novo” ao lado de “Que maravilha” de Toquinho e Jorge Bem. Meses depois, nessa mesma feira, lança o seu maior sucesso até hoje, “Foi um rio que passou em minha vida”, logo gravado num compacto com mais três músicas suas: “Sinal fechado”, “Ruas que sonhei” e “Nada de novo”.

“Foi um Rio que Passou em minha vida” tornou-se o maior sucesso do ano de 1970 (ouça adiante!). Estourou em todo o país e projetou Paulinho nacionalmente. Finalmente foi a resposta que a Portela esperava pelo samba “Sei lá, Mangueira”, lançado um ano antes. A resposta de Paulinho veio em forma de sucesso nacional e tornou-se um hino de exaltação á sua escola de coração. Esta é a música mais lembrada de toda a carreira do compositor e no ano de 2000 foi considerada uma das 30 mais importantes músicas brasileiras da história pela maior rede de televisão do país, a Rede Globo.

Extraído de http://www.paulinhodaviola.com.br

Sei la, Mangueira (Paulinho da Viola & Herminio Bello de Carvalho) – Elza Soares & Coro(1968)

Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola & Coro(1969)

 

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A história de “Foi um rio que passou em minha vida” tem muito a ver com a de outro samba famoso, “Sei lá, Mangueira”, musicado por Paulinho da Viola que, para amaciar corações portelenses magoados com a sua homenagem à escola rival, compôs este canto de amor e fidelidade à sua querida Portela:

“Ah, minha Portela / quando vi você passar / senti meu coração apressado / todo o meu corpo tomado / minha alegria voltar / não posso definir aquele azul / não era do céu / não era do mar / foi um rio que passou em minha vida / e o meu coração se deixou levar.”

Um dos mais talentosos integrantes da geração de sambistas revelada, como foi dito, nos anos sessenta, Paulinho da Viola recebeu influências diretas de compositores tradicionais, como Cartola, que desenvolve à sua maneira, modernizando-as sem desfigurá-las. Isso pode ser observado em composições como “Foi um rio que passou em minha vida”, o samba que consolidou o seu prestígio de cantor e compositor (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br

 

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Numa das primeiras vezes em que eu fui à Portela, vi um baixinho rechonchudo sendo cumprimentado por todos, e o Romildo Bastos me disse que era o ‘Jorge Porém’. Como eu nunca tinha ouvido falar dele, pois era novo na Portela, o Romildo me explicou que era a sua voz que entoava o antológico ” Ai, porém.. “ , na gravação do ” Foi um rio que passou em minha vida “, de Paulinho da Viola. E lá ia ‘Jorge Porém’ curtindo a sua celebridade dentro do antigo e inesquecível Portelão.

Toninho Nascimento no Facebook

 

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Tudo certo nos estúdios de gravação, lá estava Paulinho da Viola, com seus músicos prontos para a gravação daquele que seria o seu maior hit: “Foi um rio que passou em minha vida”. A letra tornou-se um hino , uma ode à Portela. O que não não estava programado, no entanto, seria a intervenção de um membro da escola, no backing vocal, justamente na hora em que Paulinho cantava:-“ Porém!!!!!”. Neste momento, um coadjuvante por nome Jorge, inadvertidamente, respondeu – “ Aiiii Poréeeem!!!

Paulinho ficou surpreso com o resultado positivo da intervenção e deixou seguir a gravação. Resultado: O samba hoje em dia, não só é o maior sucesso de Paulinho, como o tal de Jorge ficou sendo conhecido como ‘Jorge Porém’ , da Portela.

Extraído de http://www.usinadeletras.com.br

 

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‘Foi um rio que passou em minha vida’ é o segundo álbum de estúdio do sambista carioca Paulinho da Viola, lançado em 1970.

Extraído de https://pt.wikipedia.org

 

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Este é um belo samba composto por Paulo César Baptista de Faria, conhecido por todos como Paulinho da Viola. É considerada a mais bela homenagem musical em forma de samba feita a uma escola de samba, no caso a ‘Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela’, sua escola de coração.

“Na verdade, eu me sentia com uma dívida muito grande com relação a Portela, que era a minha escola de samba, porque eu havia feito um samba junto com o Hermínio Bello de Carvalho chamado “Sei lá, Mangueira”. Felizmente, algum tempo depois… não muito tempo depois, eu vi um livro com o título “Por Onde Andou Meu Coração?”. Isso ficou presente, como uma coisa pra estimular: “O que é que você andou fazendo? Por onde você andou?”. Foi essa a deixa para eu começar a fazer “Foi um rio que passou em minha vida”.

A música esteve presente na trilha sonora de “Meu Tempo é Hoje” (2003), interpretada pela Velha Guarda da Portela, o aplaudidíssimo documentário dirigido por Izabel Jaguaribe, que flagra Paulinho da Viola em seu cotidiano de sabedoria, marcenaria, algum choro e muito samba.

Extraído de http://www.eternasmusicas.com

 

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A história das Canções: Foi um Rio Que Passou em Minha Vida

08/04/2013

É a criatura mais absurda da música brasileira, o Paulinho da Viola. Aquelas canções dele são o máximo em sofisticação e simplicidade ao mesmo tempo. Melhor a cada vez que se ouve, “Foi um rio que passou em minha vida” segue o estilo Mestre Paulinho. “Se um dia Meu coração for consultado Para saber se andou errado Será difícil negar”. Ok, nasceu para homenagear a Portela, mas de onde terá vindo a ideia para a canção? Ontem, no Fantástico, Paulinho contou.

No final dos anos 70, ele frequentava uma livraria na Rua México, Centro do Rio de Janeiro e um dia, seus olhos se fixaram em um livro ali exposto: ‘Por Onde Andou Meu Coração’. Com esse título na cabeça, compôs a cultuada exaltação à Portela, lançada em 1970.
E que título belo é ‘Por Onde Andou Meu Coração’. O livro também é incrível, um dos mais belos de memórias já publicados no país. Foi escrito por Maria Helena Cardoso, a irmã de Lucio Cardoso.

Extraído de http://viledesm.blogspot.com.br

 

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O dia em que a Portela se zangou com Paulinho da Viola

Em 21/03/2010

A ‘Velha Guarda da Portela’ costuma saudar seu padrinho Paulinho da Viola em suas apresentações com um samba que diz “Antigamente era Paulo da Portela, agora é Paulinho da Viola”. São versos que comparam Paulinho ao principal baluarte da Escola de Oswaldo Cruz, dando a dimensão da importância de Paulinho para a Portela.

Porém, em pelo menos uma ocasião, o clima ficou estranho entre Paulinho da Viola e sua escola de coração. Ocorreu que o compositor e poeta Hermínio Bello de Carvalho apresentou a Paulinho uma poesia que havia feito em homenagem à Mangueira e pediu ao amigo que musicasse. Melodia posta, a letra de Hermínio aliada à música de Paulinho resultou no belíssimo samba “Sei lá, Mangueira”, até hoje uma das maiores declarações de amor à Verde e Rosa.

O Samba tornou-se rapidamente conhecido e causou ciúme entre os portelenses. Como é que um ilustre compositor da Portela era capaz de fazer um samba tão bonito em homenagem à outra escola?
Paulinho da Viola viu-se então, na obrigação de fazer uma canção em homenagem à Portela para redimir-se. Começava a surgir aí outro clássico do gênero. O compositor conta no documentário “Meu tempo é hoje” que, quando criança, costumava assistir aos desfiles na Avenida Rio Branco. Foi a lembrança de um deles, em que a Portela invadiu a avenida com seu azul ao som da população que gritava “Portela, Portela… já ganhou!”, que inspirou-lhe a compor, tempos mais tarde “Foi um rio que passou em minha vida”, um dos sambas mais importantes da história da Portela e que serviu para acabar de vez com a polêmica.

No mesmo filme, o compositor narra a emoção de ver este samba sendo cantado pela primeira vez na avenida. No ano de 1970, Natal (presidente da Escola à época) pediu que “Foi um rio que passou em minha vida” fosse cantado antes do início do desfile. O samba foi acompanhado em coro pela multidão emocionada. Logo depois, a Portela desfilou com seu samba-enredo oficial daquele ano, porém, antes mesmo do desfile acabar, as primeiras alas voltaram a cantar o samba de Paulinho e foram até a Central do Brasil ao som de “Foi um rio que passou em minha vida”.

Quem saiu ganhando neste episódio foi sem dúvida o samba, que ganhou dois de seus maiores clássicos.

Extraído de http://aquelesamba.blogspot.com.br

 

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O portelense Paulinho canta ainda “Sei lá, Mangueira”, feita em parceria com Hermínio Bello de Carvalho e que lhe rendeu uma saia-justa no passado. A canção foi inscrita por Hermínio num festival em São Paulo. E, Paulinho conta, ele só soube disso quando a música foi selecionada.

Surpreso, ele tentou tirá-la da competição, mas já era tarde. E como a Portela, da qual era presidente da Ala de Compositores, reagiu? “O mais terrível era o silêncio. Isso nunca foi falado na Portela, eu que me sentia mal.” A redenção veio com a clássica “Foi um rio que passou em minha vida”. Sob o impacto do título do livro “Por Onde Andou Meu Coração”, de Maria Helena Cardoso, que lhe chamou a atenção na estante de uma livraria, e da imagem que guardou desde a adolescência, quando a Portela entrou na avenida e avançou como um rio, banhada pela luz do dia clareando, Paulinho cunhou uma das mais belas declarações de amor a uma escola de samba – e seu maior sucesso.

O ‘laiá laiá’ na letra veio com a “coautoria” involuntária de Jair Rodrigues, lembra Paulinho. “Quando eu a gravei, não tinha o ‘laiá’. Jair gravou a música e acrescentou aquilo (ouça adiante!). Nos shows, comecei a perceber que cantava o samba e, quando eu queria voltar à primeira parte, o público cantava ‘laiá’ e aí embolava tudo”, conta. “Jair encontrava comigo e brincava: ‘Olá, meu parceiro, como vai?’. Foi ocorrendo de tal forma que eu disse: ‘Não posso mais brigar com o público’. Incorporei e ficou.”

Extraído de http://www.diariodaregiao.com.br

Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola) – Jair Rodrigues & Coro(1970)

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