Kalu

Humberto Teixeira

A dupla Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo “Kalu” o maior sucesso individual de Teixeira.

De estilo romântico / ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a “Kalu”, muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: “Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente”.

Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br

 

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Em 1952, no apogeu de sua carreira, a cantora Dalva de Oliveira realizou uma longa e vitoriosa excursão pela Europa. Na ocasião, como prêmio que a Odeon lhe ofereceu em reconhecimento pela enorme vendagem de seus discos no Brasil, ela gravou nos estúdios da EMI (da qual a Odeon era subsidiária), em Londres, uma série de dezessete músicas, treze em português, sendo oito inéditas, e as outras quatro em espanhol, com acompanhamento da orquestra do maestro e pianista Roberto Inglez (escocês de Elgin, apesar do sobrenome). A Odeon lançou treze desses registros no Brasil, começando por este sucesso absoluto: o baião “Kalu”, de Humberto Teixeira sem parceiro, regravado inúmeras vezes no Brasil e no exterior, inclusive pela cantora e atriz norte-americana Eartha Kitt. O lançamento da gravação de Dalva no Brasil deu-se em junho – julho de 1952, em 78 da série azul internacional da “marca do templo”, número X-3361-A, matriz CE-14096 (ouça adiante!). Confira também o lado B, “Fim de comédia”, que integra a “polêmica musical” de Dalva com o ex, Herivelto Martins. Direitos fonográficos reservados à Universal Music Ltda. ISRC: BREMI-5500012.

Extraído de Samuel Machado Filho

Dalva de Oliveira & Roberto Inglez e sua Orquestra(1952)

 

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A cantora Eartha Kitt gravou “Kalu (Senõr)”, acompanhada pela orquestra de Henri René, no 2º semestre de 1953, portanto, 1 ano depois, dessa de Dalva de Oliveira.

78 RPM ODEON 184966 (1952) Dalva de Oliveira e Roberto Inglez e sua orquestra do Hotel Savoy (Londres)

Extraído de Richard Lopez Gouvea

 

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Composto por Humberto Teixeira (1915 – 1979), o baião “Kalu” está no rol das músicas mais globalizadas, já que foi gravada em 68 diferentes idiomas, inclusive por Edith Piaf e Yves Montand. Um fato curioso e que poucos sabem é que a atriz Denise Dumont é filha de Humberto Teixeira.

A música “Kalu” (1952) foi composta por Humberto Teixeira a pedido de Dalva de Oliveira. Dalva queria incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Consta que a canção foi inspirada em sua musa Lila Lea Lemos (mãe de Denise Dumont), porém referindo-se a “Kalu”, muitos anos depois do lançamento, Humberto Teixeira confessou: “Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente.”

“Kalu” esteve na trilha sonora das minisséries “Agosto” (1983 – Alberto Rosenblit) e “Hilda Furacão” (1998 – Ângela Maria) (confira em ‘O tempo não apagou’).

Extraído de http://museudacancao.blogspot.com.br/

 

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Em 10/01/2015

Humberto Teixeira, o homem que inventou o nordeste

Na semana do centenário de Humberto Teixeira, o Vida & Arte entrevista Denise Dumont, filha do homem que ensinou o Brasil a dançar o baião

O POVO – É sabido que a obra de Humberto Teixeira, com mais destaque para o que ele construiu com Luiz Gonzaga, ultrapassou as fronteiras do Nordeste e ganhou o mundo. De que forma quem mora fora do Brasil pode ter contato com essa obra?
Denise – Em primeiro lugar, gostaria de tirar o destaque (sem tirar obviamente a importância) da parceria. Provavelmente a música que fez e ainda faz mais sucesso internacionalmente é “Kalu”, que é só dele (letra e música). “Kalu” foi gravada em várias línguas, aqui por exemplo pela (cantora norte-americana) Eartha Kitt e em japonês várias vezes, a mais recente pela (cantora japonesa) Miho Hatori com o Forró in The Dark e é cantada até hoje. Afora isso, tanto aqui em Nova York, quanto em vários países na Europa, existem casas noturnas que dedicam pelo menos um dia da semana ao forró e baião em geral. Nos últimos anos, Bebel Gilberto gravou Juazeiro aqui em inglês e português; David Byrne gravou Asa Branca e (a banda) The Real Tuesday Weld também, na Inglaterra. Só para citar alguns exemplos. A obra continua “alive and well” (viva e bem) correndo o mundo.

Trecho extraído de http://www.opovo.com.br/

Tags: Dalva / inglez / kalu / teixeira /
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