Negro gato

Getulio Cortes

Getúlio Côrtes conheceu a turma de Roberto e Erasmo Carlos em um programa de rádio em 1961. Embora roqueiro de primeira hora, fã de Elvis Presley e Little Richard, ele gostava de outros gêneros, tanto assim que dublava na ocasião uma gravação de Sammy Davis Jr.

De sua convivência com aquele pessoal, que logo estaria liderando a ‘Jovem Guarda’, surgiu a oportunidade de ele se profissionalizar, a princípio como assistente de produção do grupo ‘Renato e seus Blue Caps’ — no qual Erasmo atuou como crooner e depois como compositor, um dos preferidos de Roberto Carlos nos primeiros anos de sua carreira.

Foi assim que, entrando em seu elepê de 66, “Negro gato” tornou-se um grande sucesso (ouça adiante!). “Ele tinha me pedido uma música e entreguei “O gênio””, esclarece Getúlio em entrevista ao jornalista Antônio Carlos Miguel em 1998. “Mas Erasmo e Evandro Ribeiro, diretor artístico da CBS, também sugeriram que ele gravasse ‘Negro gato’.”

Um clássico da Jovem Guarda, este rock é representativo do estilo brincalhão de Getúlio, um bem-humorado carioca de Madureira: “Eu sou um negro gato de arrepiar / e esta minha vida é mesmo de amargar! (…) / um dia lá no morro, pobre de mim / queriam minha pele para tamborim / apavorado, desapareci no mato! eu sou um negro gato…”

Com o final da ‘Jovem Guarda’, Getúlio praticamente deixou de compor, sendo, porém, relembrado em regravações de seus antigos sucessos, como é o caso de “Negro gato”, revivido em versões de Marisa Monte e Luiz Melodia, que acabou recebendo dos amigos o apelido de “Negro gato” (confira em ‘O tempo não apagou’). Para os que veem nesta canção uma conotação de protesto identificada com a causa negra, informa o compositor, um dos raros artistas negros ligados à Jovem Guarda: “perto de minha casa havia um maldito gato que não me deixava dormir. Um dia, durante uma madrugada, tive a ideia para a música.” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br

Roberto Carlos & Coro(1966)

 

X.X.X.X.X

 

Blog do Mauro Ferreira

A música de Getúlio que alcançou maior projeção na voz do cantor, sobrevivendo inclusive ao fim da Jovem Guarda, foi “Negro gato” (1965), gravada por Roberto em 1966, um ano após ter sido lançada pelo grupo ‘Renato e seus Blue Caps’ no álbum ‘Viva a juventude!’ (1965) (ouça adiante!), e desde então revisitada por intérpretes como Marisa Monte (confira em ‘O tempo não apagou’).

Extraído de https://g1.globo.com

Renato e seus Blue Caps(1965)

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