O mundo é um moinho
A lenda da canção “O mundo é um moinho”, de Cartola ainda repercute e traz às novas gerações o mito do mestre
‘Ocê no Samba’ em 23 de fevereiro de 2013
Dos mestres do samba ganhamos, além de muitas composições fantásticas, histórias que não tardam em atiçar a curiosidade dos fãs sobre aventuras, boemia, parcerias, amores, enfim, sobre a vida dos bambas. Todo grande mestre tem, além das verdades escritas nos relatos biográficos, algumas outras histórias que ganham status de lendas ao longo do tempo justamente pelo fato de não haver consenso sobre o que é verdade ou invenção, o que é fato e imaginário. Na vida do mestre Cartola, talvez o maior de todos os bambas, lendário por si só, muitas de suas histórias já viraram verdadeiros mitos nas rodas de samba e entre os amantes do gênero. Uma de suas composições mais fantásticas, “O mundo é um moinho”, daria um filme só por conta das histórias em torno de sua criação, sem contar a letra e a melodia, que são fantásticas.
Reza a lenda que Cartola teria feito essa música para sua enteada, filha de Dona Zica, que teria o propósito de sair de casa para se prostituir. Ao ouvir os versos escritos pelo mestre, percebe-se o quão plausível pode ser essa versão da lenda. Contudo, há quem defenda também que a letra de Cartola seja mesmo para a enteada, mas motivada por uma decepção amorosa. E ainda corre a versão de que o bamba mangueirense escreveu essa canção inspirado pela história de amor de um casal que conheceu. Nos fóruns de discussão espalhados pela internet, há partidários de cada uma das ideias e ainda de outras, com alguns detalhes diferentes e cada um defende com unhas e dentes sua versão.
Recorremos ao pesquisador do samba, o escritor carioca André Diniz, autor dos livros “Almanaque do Samba” e “Almanaque do Choro”, entre outros, para saber se a versão mais famosa corresponde à realidade. Qual não foi nossa surpresa ao descobrir que o mito ficou devendo, ao menos até onde as pesquisas de André puderam apontar. “Segundo pessoas com quem conversei, incluindo a Nilcemar, que hoje está frente do Instituto Cartola, na Mangueira, a história não condiz com a realidade”, contou Diniz, em resposta por e-mail à nossa dúvida. Contudo, o pesquisador não bateu o martelo sobre qual das versões é a verdadeira e ainda deixou um pensamento que nos deixou tranquilos em não sanar essa dúvida. “É a velha história do fato e da versão. Se a versão for melhor, que é o caso dessa música, pra que contar o fato? O fato é bom só para os historiadores (risos)”, encerrou André.
Nós, que não somos historiadores, mas amantes do bom samba, ficamos com a lenda. Essa e tantas outras, aliás, que permeiam o mundo do samba. Este post tem o intuito de provocar a curiosidade e não de determinar razões e motivos.
Extraído de http://ocenosamba.com.br
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Esta é mais uma composição do grande mestre Cartola (1908-1980).
Há uma grande polêmica sobre a composição de “O mundo é um moinho” que Cartola compôs para sua filha adotiva, a cantora já falecida Creusa Cartola (Creusa Francisca dos Santos). Porém, de acordo com relatos anteriores, teria sido composta para a filha prostituta do compositor. Mas, segundo relato da filha mais velha de Creusa, Irinéa dos Santos, Cartola compôs essa música baseado em sua passagem pela adolescência, e com a curiosidade normal de uma púbere de 16 anos por namoros. O compositor então expressou sua preocupação como qualquer pai em relação a uma menina adolescente, e resolveu assim fazê-lo através desta composição, que é uma das mais importantes dentre seu acervo.
A canção foi gravada em 1976 por Cartola. Posteriormente recebeu inúmeras regravações, de Nelson Gonçalves a Cazuza (confira em “O tempo não apagou”).
Extraído de http://museudacancao.blogspot.com.br/
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“O mundo é um moinho” – Cartola
“Quando notares estás a beira do abismo. Abismo que cavaste com os teus pés”
Segundo álbum de Cartola
Várias são as histórias sobre a criação dessa canção. As mais famosas são a de que Cartola escreveu a letra após descobrir que sua filha estava se prostituindo e a versão de que Cartola conheceu um rapaz que se apaixonou por uma menina, levou-a para casa e depois ela quis ir embora. Como não se tem nenhuma certeza de qual história é a verdadeira, o melhor mesmo é ressaltar o grande valor que essa música tem na história das músicas brasileiras.
Cartola sempre foi pobre. Nasceu, cresceu e viveu nos morros cariocas, onde cursou até o primário. Mesmo assim fazia músicas com a mesma genialidade de gênios da época, como Chico Buarque (moço nascido em família de intelectuais e ricos). “O mundo é um moinho” é a história de alguém que dá um conselho verídico para outra pessoa, afinal “o mundo é um moinho que tritura os nossos sonhos, muitas vezes”.
A música é bem simples, mas com um grande valor, já que é um desabafo de alguém que sofre por amor.
Extraído de https://musicasbrasileiras.wordpress.com
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A TRAGÉDIA POR TRÁS DA MÚSICA
O Cartola compôs essa música, magistralmente gravada pelo Cazuza, para tentar dissuadir sua filha de 16 anos que decidira descer o morro e ser prostituta no cais do porto, no Rio. Depois de ter essa informação, cada verso da canção traz uma carga emocional enorme. Me levou às lágrimas.
“O mundo é um moinho” (Cartola)
Gravada por Cartola em 1976, “O mundo é um moinho” gera controvérsias. De acordo com as resenhas populares, o sambista teria feito a música para sua enteada, filha de Dona Zica, que teria o propósito de sair de casa para se prostituir. Ao ouvir os versos escritos pelo mestre, percebe-se o quão plausível pode ser essa versão. Contudo, há quem defenda também que a letra de Cartola seja mesmo para a enteada, mas motivada por uma decepção amorosa.
Por outro lado, a revista “Rollling Stone” afirma: “Se o termo ‘samba triste’ fosse um gênero musical, essa faixa, presente no segundo LP de Cartola, de 1976, talvez pudesse ser a sua maior representante. Com o ainda jovem Guinga ao violão, Cartola tenta dissuadir sua amada da ideia de ir embora. Tenta avisar também que “O mundo é um moinho” e este mundo vai reduzir seus sonhos e ilusões a pó na primeira oportunidade. Tenta abrir os olhos da jovem, que mal começou a conhecer a vida, dizendo que nada é fácil para ninguém. Cartola afirma que a moça em questão nem sabe o rumo que vai tomar. Mas perdido, mesmo, está ele. Perdido, triste, melancólico e ciente do fim. E ciente também de que nem um samba triste vai amolecer aquele coração feminino de pedra, tão resolvido. Mesmo assim, o poeta tenta. E nossos ouvidos, 37 anos depois, agradecem”.
Provavelmente, a versão mais exata deva ser a apresentada pela viúva de Cartola, Dona Zica, na ocasião em que foi entrevistada no programa “Roda Viva” da TV Cultura. Indagada sobre qual era a história de “O mundo é um moinho”, Dona Zica respondeu: “‘O mundo é um moinho’ é um amigo dele, ele gostou de uma moça, moça novinha ainda e tudo, então quando ele estava pensando que ela estava gostando de tudo o que ele fez, montou casa e tudo para ela, ela disse que não queria, que ia embora. Aí, ele contando pro Cartola: ‘Eu tô aborrecido, aconteceu isso, assim, assim e assim…’ Aí o Cartola aproveitou aquela deixa e fez o samba.”
Curiosamente, uma das melhores publicações sobre MPB, “A canção no tempo – 85 anos de músicas brasileiras”, escrita por Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, menciona que a música não fez muito sucesso naquele ano de 1976 (que teve como destaques “Como nossos pais”, de Belchior; “Gota dágua” e “O que será”, de Chico Buarque”; “Juventude transviada”, de Luís Melodia; “Pavão misterioso”, de Ednardo, entre outros), mas, por outro, deu realce a outra obra-prima de Cartola gravada no ano: “As rosas não falam”.
“O mundo é um moinho”, ao longo das décadas, foi regravada por diversos intérpretes da música brasileira, como Cazuza, Ney Matogrosso, Beth Carvalho, Emilio Santiago, Mano Brown, entre outros (confira em “O tempo não apagou”).
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“O MUNDO É UM MOINHO”
Este samba lindíssimo e delicado não tem uma história por trás de sua composição, mas uma posterior. Depois da morte do eterno Cartola, surgiu na Internet a história de que esta música teria sido composta em tom de conselho para sua filha adotiva, refletindo as preocupações de Cartola para com a jovem que começava a desfrutar da sua juventude. Contudo, segundo a biógrafa Marília Trindade Barboza, a afirmação é totalmente falsa, sendo que nos tempos que conviveu com Cartola ele lhe terá falado que a música seria inspirada nos singelos momentos do quotidiano. Infelizmente, o boato espalhou-se pelo “mundo” como uma pandemia.
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A canção “O mundo é um moinho”, de Cartola, foi composta em 1943 como um conselho para sua filha adotiva, Creusa, que tinha 16 anos e planejava deixar a casa da família.
A letra reflete as preocupações de Cartola sobre a juventude de Creusa e as duras lições que ela aprenderia ao se aventurar no mundo, especialmente em relação aos relacionamentos.
Embora haja lendas e interpretações errôneas sobre o contexto da música, a história confirmada é que ela foi uma forma de Cartola tentar aconselhar a menina através da arte.
Mpb bossa
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história & letra
O mundo é um moinho | Cartola
A música foi composta para Creuza Francisca dos Santos (1927 – 2002), filha de Rosa do Espírito Santo e Angenor Francisco dos Santos, e afilhada da primeira esposa de Cartola, Deolinda. Após o falecimento da mãe de Creuza, quando esta era ainda uma criança, Deolinda e Cartola passaram a criá-la como filha. A canção refletiria as preocupações de Cartola para sua filha adotiva e suas opções amorosas.
Muitos cantores, como o próprio Cazuza, cantam essa música, na seguinte parte: “preste atenção, o mundo é um moinho” com a frase seguinte: “vai triturar teus sonhos tão mesquinhos”, ou seja, os sonhos são mesquinhos. Porém, na versão original de Cartola (ouça adiante!) e na cantada por Ney Matogrosso, o correto é “mesquinho”, no singular, para designar que o mundo é mesquinho e não sonhos da pessoa para qual a música é cantada.
♫ Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó.
Cartola & Altamiro Carrilho & Guinga(1976)
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Outra polêmica acerca da canção:
Abismo que cavaste com os teus pés ♫
Há quem entenda como: “abismo que cavaste a teus pés”.
A justificativa para a primeira alternativa é que a pessoa vai até o abismo, esteja onde ela estiver, e não “cava a teus pés”.
Muito bom!
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