O mundo encantado de Monteiro Lobato

Batista da Mangueira & Darcy da Mangueira & Helio Turco & Dico & Luiz

Samba-enredo da Mangueira, campeão do carnaval de 1967. O jornalista Sérgio Cabral definiu a música como sendo a que introduziu o samba-enredo no consumo, através desta gravação de Eliana Pittman (ouça adiante!), lançada pela Copacabana em compacto simples (0633-A) e depois incluída no LP “É preciso cantar”. Com o excelente resultado em execução e vendas, fato inédito em uma música do gênero, o samba-enredo passou a ser gravado com mais constância.

Extraído de Samuel Machado Filho

Eliana Pittman & Coro(1966)

 

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Em 1967, o samba-enredo da Mangueira “O mundo encantado de Monteiro Lobato” fez sucesso por todo o Brasil, em gravação de Eliana Pittman, estimulando o lançamento do primeiro álbum de sambas-enredo, que reunia todos os sambas do ano, em 1968, intitulado “Festival do Samba”.

Extraído de https://pt.wikipedia.org

 

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Em 1967, a pioneira Elza Soares tornou-se a primeira mulher a puxar um samba-enredo na avenida, com “O mundo encantado de Monteiro Lobato”, de autoria de Batista e Darcy da Mangueira, Hélio Turco, Jurandir, Luiz e Dico (ouça adiante!).

Extraído de http://www.esquinamusical.com.br/

Elza Soares(1967)

 

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Graças a uma gravação da cantora Eliana Pittman, este se tornou o primeiro samba-enredo a fazer sucesso no Brasil. Esta obra-prima de Hélio Turco e companhia, que ajudou a Mangueira a ganhar o carnaval de 1967, é apontado por muitos como o melhor samba da história mangueirense (embora eu prefira “Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão”, de 1988) e um dos melhores de todos os tempos. Se você for perceber a letra, pode captar inúmeras expressões já vistas em outros sambas posteriores. Podemos considerar, portanto, que a letra do hino mangueirense de 1967 até hoje inspira muitos sambas de enredo. Embora simples, ela é requintada de muita poesia. A melodia é inquestionável. Lirismo e pureza acentuam seu estilo clássico, em tom menor, comum em obras dos anos 60. O refrão central “Sublime relicário de criança/Que ainda guardo como herança/No meu coração” é primoroso. Após Eliana Pittman, “Monteiro Lobato” já foi regravado inúmeras vezes. As duas versões mais conhecidas são as realizadas em 1993 por Beth Carvalho para o disco mangueirense da Coletânea Sony e por Mestre Marçal para o LP “Sambas-Enredo de Todos os Tempos” (a minha gravação favorita) (Confira em ‘Qual Delas ?’).

Extraído de http://www.sambariocarnaval.com/

 

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Eliana Pittman: Não, você não tem noção, eu fui criada em São Paulo. Eu nunca tinha ouvido uma escola de samba. E foi assim, em 1961 eu comecei a cantar aqui no Rio, em 61 eu já estava na Argentina, em 1962 eu já estava pra Recife, voltei. Fui pra Europa. Em 1964 eu fui pros Estados Unidos, 1965 Estados Unidos. Aí meu pai falou assim: “Eliana, você tem que saber quem você é”. Comecei a cantar e a minha referência era ele e a Ella Fitizgerald. E aí, tanto que nos Estados Unidos a William Morris que nos contratou, que era a maior agência de artistas do mundo. Ainda continua sendo. E eles queriam mudar pra Eliana Brasil. Eu: “Não, não, quero ser Eliana Pittman”, queria trazer a brasilidade pra mim, mas não era isso. Aí falou assim: vamos fazer o seguinte a gente vai ao Rio de Janeiro e você vai ver a escola de samba. Que eu nunca tinha visto uma escola de samba na minha vida! Aí eu cheguei na Presidente Vargas, Mangueira, “Mundo encantado de Monteiro Lobato”. O que que eu fiz? Eu gravei. Eu sou a primeira pessoa que gravou o samba-enredo, “Mundo encantando de Monteiro Lobato”, fui eu! Porque até aquele dia, até aquele ano, o samba-enredo chegava na avenida com uns papeizinhos desse tamanho, distribuía na avenida inteira. O samba era tão bom, tão bom que começava na Candelária, terminava na Central do Brasil, todo mundo cantava o samba. Letra e música. “…quando uma luz divinal iluminava a imaginação….”

Não, falando sério. Inclusive foi no pequeno, tá? “Mundo encantado de Monteiro Lobato”… “… tudo era maravilha, tudo era sedução/quanta alegria e fascinação…” Aí quando eu disse que queria gravar… “Não, mas não pode, não pode”. Samba-enredo não se grava, não. Samba-enredo não era coisa que se gravasse.

Primeiro samba-enredo a ser gravado. Quem gravou foi Eliana Pittman, uma pessoa que nunca tinha visto escola de samba na vida dela.

Extraído de http://osomdovinil.org/

 

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No programa “Brasil sonoro” levado ao ar no dia 15/08/2015, pela E-Paraná – 97,1 FM, o samba enredo “Mundo encantado de Monteiro Lobato” foi por nós apresentado no quadro ‘QUAL DELAS ?’ (ouça adiante!).

 

 

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