Onde a dor não tem razão

Paulinho da Viola & Elton Medeiros

Lançada no disco ‘Paulinho da Viola (1981), “Onde a dor não tem razão”, de Paulinho da Viola e Elton Medeiros (ouça adiante!), é, como a própria voz da canção aponta, o canto de felicidade: de superação. Há um sujeito glorificando a vida por ter conseguido afastar de seu coração a sombra da dor.

O samba festivo, com coro que ratifica o estado interno do sujeito, é bálsamo depois das pelejas no campo dos afetos. O sujeito conseguiu, ao que parece, vencer a si mesmo (suas limitações) e hoje ama – a vida. Ao invés de devotar-se a amores perdidos, ele encontrou a paz. Se antes, pela urgência e fracasso dos amores, a dor fazia guarida no seu coração, agora a dor não tem mais razão de ser e de estar.

Ou seja, a dor só tem razão na tristeza e o sujeito está alegre e pretendendo a felicidade: um canto que ele jamais cantou: o amor, de fato, e a felicidade, de direito.

Ao menos enquanto dura a alegria de descobrir um novo amor. Pois, na verdade, percebemos que o sujeito está amando: eis o motivo da alegria. Cego de amor (novo) ele renega os amores (frágeis) do passado acreditando na felicidade certa: a reabertura das janelas da vida. O mundo colorido de novo, de quando se ama.

O sujeito se auto elogia pelo fato de não ter perdido a esperança e por, agora, depois das dores de amor, saber cantar melhor a felicidade. Além disso o sujeito reafirma a ideia de que é impossível ser feliz sozinho. Olhando para trás, ele percebe que, apaixonando-se, viveu sempre sozinho. Agora ele quer ficar junto: dois na vida. Reafirmando as diferenças entre paixão e amor; alegria e felicidade.

Se antes o canto era de divisão e morte (de paixões fugazes), agora ele canta a multiplicação e a vida (de felicidade).

O canto é a afirmação da descoberta (do amor verdadeiro) e da certeza de dias melhores e mais felizes. A força desta descoberta é tão intensa e modificadora (arrebatadora) que o mundo canta junto: daí a presença do coro. Chega de espera (de espinhos cravados no peito), o amor chegou: é hora de exaltar a vida.

Extraído de http://365cancoes.blogspot.com.br

Paulinho da Viola & Coro(1981)

 

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“Onde a dor não tem razão”

Em 18/01/2014

Elton Medeiros e Paulinho da Viola compuseram “Onde a dor não tem razão” em 1981. Fala da descoberta de que nada adianta sofrer por um amor perdido. No encontro de uma nova paixão percebe-se que a vida não deixou de ter sentido porque um relacionamento amoroso se desfez e provocou, por algum tempo, lamentações e tristeza. É esse o tema explorado no samba.

“Canto/Pra dizer que no meu coração/Já não mais se agitam as ondas de uma paixão/Ele não é mais abrigo de amores perdidos”. O “eu lírico” canta a compreensão de que, enfim, não se sente mais atingido pela dor de uma paixão vivida em outros tempos. Venceu o período das lamúrias, das lástimas. No seu peito já não bate mais o sentimento da saudade, da vontade de rever quem amou no passado.

“É um lago mais tranquilo/Onde a dor não tem razão/Nele a semente de um novo amor nasceu/Livre de todo rancor, em flor se abriu”. Vive agora a tranquilidade de um novo amor, onde não há lugar para ressentimentos, mágoas, raiva. Nele só germinam prazeres, acontecimentos que promovem a felicidade. O que ficou para trás não provoca mais dor.

“Venho reabrir as janelas da vida/E cantar como jamais cantei/Esta felicidade ainda”. É um recomeço de vida, um mar de rosas, o encontro com a paz. E, isso, dá vontade de cantar esse momento, de uma forma como jamais fez. Demonstrar toda a felicidade que domina seu coração. Viver agora tem outra razão de ser.

“Quem esperou, como eu, por um novo carinho/E viveu tão sozinho/Tem que agradecer/Quando consegue do peito tirar um espinho/É que a velha esperança/Já não pode morrer”. Foi um período de espera que valeu a pena. Solidão nunca mais. Finalmente tem alguém novamente ao seu lado, que lhe cobre de carinhos e amor. Agradecido por se desvencilhar do padecimento a que ficou entregue por conta de uma desilusão. O espinho que maltratava já não existe mais. A esperança nunca pode morrer nos nossos corações.

  • Integra a série de crônicas “PENSANDO ATRAVÉS DA MÚSICA”.

Extraído de http://www.wscom.com.br (Blog do Rui Leitão)

 

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Onde a dor não tem razão

Por Vivi Mariano

REPÚBLICA PAZ E AMOR

Em 27/05/2017

O amor pelo Flamengo é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos rubro-negros. Já não posso andar sem ele. Mesmo a ausência de um jogo, uma rodada, ou uma competição, é uma coisa que ainda está comigo. Tenho lido por demais o Pessoa. E na poesia também encontro o sentimento de viver o Flamengo com a dor que me acompanha desde a eliminação da Libertadores. Um resultado, uma noite, um desastre que tem nomes, posições, responsáveis, IRRESPONSÁVEIS, culpados, consequências e inconsequentes. Eu amo tanto o Flamengo que não sei mais como desejá-lo. Com isso acabei aprendendo a desejar o Mais Querido também através de cobranças, de dedo nas feridas, da exaltação do que está MUITO CERTO e da acusação daquilo que está MUITO errado.

Escrevo para dizer que no meu coração já não mais se agitam as ondas de uma paixão rubro-negra: a conquista da Libertadores da América em 2017.  Um resultado que vai pra conta de falsos jogadores, falsos volantes, falsos goleiros, falsos zagueiros, falsos esquemas táticos, falsos técnicos, falsos DIRIGENTES. Falsos VPs. Falsidade no dos outros é refresco. Basta! Meu coração rubro-negro não é mais abrigo de amores perdidos. Quero Brasileirão, Copa do Brasil, Sul-Americana, Primeira-Liga, Campeonato de Totó, Cuspe à distância e Botão.  Eu quero o sonho sonhado. E o meu querer é um bem querer de 11 leitores. Fora o baile dos 45 milhões.  Sem “cobrança” não há compreensão.  Pontuar fora de casa é OBRIGAÇÃO. Basta de hashtags.

Só um culhão não faz campeão. Precisamos dos 11 culhões. Fora o do técnico. Mas pra isso tem que ter alguém, quem sabe um novo VP de Futebol, que diga ao professor (isso entre outras coisinhas sobre quatro laterais) que fazer gol no início do jogo não atrapalha, pelo contrário, deve motivar a fazer mais, e mais, e mais. E isso se chama GOLEAR, matar o jogo. Podemos desenhar ou preparar um mosaico pra motivar, caso ele tenha dificuldade de entender. Eu quero viver o Flamengo como um lago mais tranquilo, onde a dor não tem razão. A diretoria merece pelo conjunto da obra. Os sócios-torcedores merecem pela fidelidade. A NAÇÃO Rubro-Negra merece por existir. Não é só o mérito, pelo mérito. É consequência de trabalho, de dedicação que estamos VENDO, apoiando, curtindo, vibrando, e claro, COBRANDO.

Cansei dessa brincadeira de Banco Imobiliário na Vice-Presidência de Futebol. Ande duas casas. Fique uma competição sem jogar. Ganhe o estadual e avance 10 casas. Chega. O ano pode, deve e será salvo com o HEPTA. Nada menos que isso. Os outros títulos virão como consequências dos ACERTOS que ainda serão feitos no time e nessa “pasta”. NÓS ACREDITAMOS. A semente de um novo amor nasceu com o vexame da Libertadores. Não tem política de responsabilidade financeira (que apoiamos, acreditamos, vibramos e exaltamos) que dê jeito num time com algumas peças PODRES em posições táticas fundamentais. Então, ou eliminam-se as peças, ou quem as lá colocou.  Sim, a semente de um novo amor nasceu com a vergonha da desclassificação. Venho reabrir as janelas da vida rubro-negra. VAMOS PRA CIMA DELES. Temos TAÇA para levantar esse ano. Várias. Quero cantar como jamais cantei esta felicidade ainda. Para todos que me abraçaram, me confortaram, que por segundos desistiram de Flamengo, que sentiram por instantes o desejo de dar um tempo disso tudo, e num piscar de olhos depois, entenderam que a velha esperança rubro-negra já NÃO pode morrer. No Flamengo A DOR NÃO TEM RAZÃO. Seremos Campeões.

Pra vocês,

Paz, Amor e O Brasileiro é Obrigação.

Extraído de http://www.flaresenha.com

Tags: dor / elton / onde / paulinho / razão /
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