Feitiço da Vila
Noel Rosa amou Vila Isabel, o bairro onde nasceu, viveu e morreu. Não é assim de admirar que imortalizasse esse amor em uma de suas melhores composições, o clássico “Feitiço da Vila”.
Sobre uma melodia de Vadico muito bem elaborada, ele desenvolveu versos que a enaltecem, ressaltando sua ligação com o samba (“São Paulo dá café / Minas dá leite / e a Vila Isabel dá samba”), samba que enfeitiça e dignifica (“Tendo o nome de princesa / transformou o samba / num feitiço decente / que prende a gente”), uma Vila Isabel, enfim, a que o poeta se orgulha de pertencer (“Paixão não me aniquila / mas tenho que dizer / modéstia à parte / meus senhores, eu sou da Vila”).
Tudo isso dito assim de forma clara, objetiva, mas sem prejuízo do lirismo, é bem característico da poesia de Noel. Lançado em dezembro de 1934, em meio ao repertório carnavalesco, “Feitiço da Vila” é dedicado a Lela Casatle, uma beldade do bairro, então eleita Rainha da Primavera. Como se vê, a Vila não dava apenas samba… (ouça adiante!)
Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br
Joao Petra de Barros & Noel Rosa & Orquestra Odeon(1934)
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MULTIVERSOS: “Feitiço da Vila”, de Noel Rosa e Vadico
Roberta Campos te convida a entrar no MULTIVERSOS de “Feitiço da Vila”, uma composição de Noel Rosa e Vadico. Noel Rosa compôs ‘Feitiço da Vila’, em parceria com Vadico, como uma resposta a Wilson Batista.
Isabella Oliveira em 18.01.2023
Noel Rosa compôs ‘Feitiço da Vila’, em parceria com Vadico, como uma resposta a Wilson Batista
Noel Rosa foi um dos inventores do samba urbano, criando letras sem literatices, usando de linguagem coloquial das ruas, em rimas elaboradas que continuam atuais quase um século depois de suas criações.
Nessa época, Noel e Wilson Batista, um compositor de samba carioca, estavam envolvidos em uma polêmica. Para contrapor o “Feitiço da Vila”, Wilson compôs “Conversa fiada” e teve como resposta de Noel o antológico “Palpite infeliz” (ouça adiante!).
Noel trouxe novos elementos para compreensão do samba
Polêmicas à parte, com “Feitiço da Vila”, Noel Rosa traz novos elementos para a compreensão do samba. Nesta composição, ele trata o samba como um feitiço, que contagia os que ouvem, assim como já se entendia anteriormente. Porém é um feitiço “decente”, o que denota uma preocupação com a receptividade social e comercial.
Houve quem enxergasse traços de candomblé e racismo na canção, mas a obra e a vida de Noel, não deixam dúvidas. Boêmio e farrista inveterado, o ‘Poeta da Vila’ esteve mais perto da malandragem que contestou com Batista, do que da classe média, cujo o balde chutou sonoramente.
Ele largou o curso de medicina para fazer samba, numa época em que ser artista era considerado sinônimo de “malandro” e “vagabundo”.
‘Feitiço da Vila’ foi gravada por diversos nomes da MPB
“Feitiço da Vila” foi composta por Noel e Vadico, lançada no disco do cantor João Petra de Barros, no ano de 1934. Sendo regravada por diversos cantores, como o próprio Noel Rosa:
- Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim;
- Aracy de Almeida e Wilson Simonal;
- Martinho da Vila;
- Ney Matogrosso;
- João Gilberto;
- Mart’nália;
- Rosa Passos;
- Caetano Veloso;
- e vários outros (confira em “O tempo não apagou”).
https://novabrasilfm.com.br/
Feitico da Vila (Noel Rosa & Vadico) & Conversa fiada (Wilson Batista) & Palpite infeliz (Noel Rosa) – Cristina Buarque & Henrique Cazes ao vivo(2001)
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“Feitiço da Vila” é uma canção de Noel Rosa, composta em 1934 para homenagear seu bairro, Vila Isabel. Nessa época, Noel e Wilson Batista, um compositor de samba carioca, estavam envolvidos em uma polêmica. Para contrapor o “Feitiço da Vila”, Wilson compôs “Conversa fiada” e teve como resposta de Noel o antológico “Palpite infeliz”.
Polêmicas à parte, com “Feitiço da Vila”, Noel Rosa traz novos elementos para a compreensão do samba. Nesta composição ele trata o samba como um feitiço, que contagia os que ouvem, assim como já se entendia anteriormente. Porém é um feitiço “decente”, o que denota uma preocupação com a receptividade social e comercial.
Nesta composição Noel também afasta o samba do significado e da relação que se fazia, obrigatoriamente, à cultura e religiosidade afro-brasileira, afirmando ser o feitiço “sem farofa, sem vela e sem vintém”.
Wikipédia
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Orgulho e identidade em “Feitiço da Vila” de Noel Rosa
Em “Feitiço da Vila”, Noel Rosa destaca o bairro de Vila Isabel como um espaço de orgulho e tradição, usando a expressão “feitiço” para descrever o poder do samba local. Ao afirmar que o feitiço é “sem farofa, sem vela e sem vintém”, Noel faz uma escolha consciente de afastar o samba das associações com práticas religiosas afro-brasileiras, buscando legitimar o gênero e o bairro diante da sociedade carioca dos anos 1930. Essa postura também serve como resposta indireta à polêmica com Wilson Batista, outro sambista da época, reforçando o orgulho de Noel por sua origem e pelo estilo de vida da Vila Isabel, em contraste com a imagem da malandragem defendida por outros compositores.
A letra valoriza o bairro como um lugar especial, onde o samba é parte natural da vida: “Quem nasce lá na Vila / Nem sequer vacila / Ao abraçar o samba”. Noel eleva a importância da Vila Isabel ao compará-la a grandes estados produtores do Brasil, como em “São Paulo dá café, Minas dá leite / E a Vila Isabel dá samba”, colocando o samba como a principal riqueza local. O tom descontraído e orgulhoso aparece em versos como “modéstia à parte / Meus senhores, eu sou da Vila”, mostrando o sentimento de pertencimento e alegria. Ao transformar o samba em um “feitiço decente”, Noel Rosa celebra a identidade da Vila Isabel e defende a legitimidade cultural do samba como símbolo de união e tradição.
https://www.letras.mus.br/
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Samba clássico da parceria Noel Rosa – Vadico, cujo título original era “Feitiço sem farofa”. Neste registro original, feito na Odeon em 22 de outubro de 1934 e lançado em dezembro seguinte com vistas ao carnaval de 35 (disco 11175-A, matriz 4938), Noel participa fazendo uma segunda voz ao lado de João Petra de Barros, mas não foi creditado no selo original como intérprete.
Samuel Machado Filho
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