Abandono
Em 01/03/1975, o jornalista Aramis Millarch escreveu:
“Uma prova de quando é importante um bom produtor na carreira de uma cantora é o último elepê de Eliana Pittman, filha (adotiva do admirável Booker Pittman (1909-1969)).
Animada, talvez pelo sucesso de “Das 200 prá lá” um dos primeiros sambas de João Nogueira a ganhar gravação e projeção, Eliana Pitman decidiu assumir-se como sambista, já que tem tudo para entrar na categoria das grandes vocalistas de nosso samba, onde brilham, atualmente, com intensidade os nomes de Beth Carvalho e Clara Nunes.
Trocando a Odeon pela RCA Victor e ali tendo a facilidade de ganhar como produtor o admirável e competente Sérgio Cabral, Eliana Pittman começa praticamente uma nova carreira a partir deste “Tô chegando, já cheguei” (Victor, 103.0084, outubro/74).
Sérgio Cabral, um homem que sabe das coisas de nossa música, escolheu um repertório apropriado à voz de Eliana, brasileiríssimo e de fácil comunicabilidade. Assim o disco abre com um samba inédito que dá título ao disco.
Quatro sambas novos complementam o lado A deste elepê, todos do melhor nível, sendo um deles, “Abandono” de Ivor Lancellotti (ouça adiante!), uma das revelações de 1974, já com um bom número de trabalhos gravados.
Eliana Pittman(1974)
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Em 1979 a canção foi incluída no disco anual do Roberto Carlos, passando, a partir daí, a fazer parte da vitrine do cancioneiro popular, graças à intervenção do grande intérprete, que a levou até para fora do país (ouça adiante!).
Em 1980, fez parte da trilha sonora da novela global “Olhai os lírios do campo”, na voz do autor (confira em “O tempo não apagou”, clicando aqui).
De lá pra cá, ganhou versões, entre outras, de Altemar Dutra, Maria Odette e Sergio Reis (confira em “O tempo não apagou”, clicando aqui).
Roberto Carlos(1979)
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Na canção “Abandono”, Roberto Carlos retrata como a ausência de alguém amado transforma o lar em reflexo da dor interior. As plantas murchas e a desordem da casa simbolizam solidão, caos emocional e a espera angustiante.
12 de set. de 2025
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Eliana Pitmann foi a primeira a gravar a música “Abandono” (em 1974), que Roberto Carlos registrou em seu LP de 1979. Roberto não sabia que a música não era inédita e por isso a gravou.
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Conheça a letra original de “Abandono” e a gravada por Roberto Carlos
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Solidão e esperança em “Abandono” de Roberto Carlos
Em “Abandono”, Roberto Carlos retrata como a ausência de alguém amado transforma o lar em um reflexo do sofrimento emocional. Elementos como “as plantas na varanda” que precisam ser regadas e a “desordem” da casa não são apenas detalhes do ambiente, mas representam a solidão e o caos interno do narrador. A desordem simboliza o tumulto emocional e a espera angustiante, enquanto as plantas murchas reforçam a sensação de que a vida perdeu o brilho sem a presença da pessoa amada.
A letra revela a vulnerabilidade do personagem ao afirmar: “nada entendo de abandono, só de amor e de esperar“. Isso mostra que ele não sabe lidar com a perda, apenas com a esperança de um reencontro. O verso “olhe bem pelas vidraças, elas devem lhe mostrar os caminhos do horizonte onde eu fui lhe procurar” indica que, mesmo na ausência, existe uma busca constante, tanto física quanto emocional, pela pessoa amada. A interpretação emotiva de Roberto Carlos intensifica o clima melancólico e intimista da canção, tornando “Abandono” um retrato sensível do impacto do amor perdido e da esperança que resiste, mesmo diante do vazio.
https://www.letras.mus.br/
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Existem inúmeras canções com este título, “Abandono” e é isto que trazemos a tona na página ‘O poder da criação’ (link adiante!):
Abandono
Fico com a gravação do Roberto..
Abandono retrata a dircorofunda, a solidão e o caos emocional gerados pelo fim de um relacionamento utilizando elementos como a casa desirdenada e plantas nurchas para simbolizar a melancolia.As duas interpretações intensas expressam a angustia da espera e a dificuldade de lidar com a perda.
contam que Roberto Carlos nao sabia que a musica nao era inédita, e por isso a gravou.
,A nterpretacao de Eliana Pittman é considerada
ma8s visceral,emotiva e com a roupagem clássica da MPB da época , com uma entrega intensa da letra original.
Para que preferir a interpretação romântica, classica, intimista e a voz mais conhecida a de Roberto Carlos se destaca.
Eu já conhecia a gravacao com o Roberto Carlos, mas a com da Eliana Pittmann me tocou muito mais, ,lindíssima, emocionante, meu voto seria para ela

