Dona
Clássica balada romântica, que Sá e Guarabyra compuseram inspirados em uma veterinária, nascida sob o signo de Áries (mulher determinada, como tal). Foi defendida pela própria dupla em 1982, no festival MPB-Shell, da TV Globo, sendo o registro deles lançado pela Som Livre no primeiro dos dois LPs com as finalistas do certame, em setembro desse ano (ouça adiante!). Em 1985, “Dona” ganhou notoriedade ao ser incluída na trilha da novela “Roque Santeiro”, também da Globo, na interpretação do grupo ‘Roupa Nova’ (confira em “O tempo não apagou”), como tema da personagem Viúva Porcina, vivida por Regina Duarte. Se a versão do ‘Roupa Nova’ ganhava em doçura, transformando a canção em sucesso nacional, a dos autores cresce em convicção, dando um tom quase de devaneio à sua letra, repleta de imagens fortes. Tanto que, posteriormente, eles fariam novos registros de “Dona”. Direitos fonomecânicos reservados à Comercial Fonográfica RGE Ltda. (Som Livre).
Extraído da “Minhateca” de Samuel Machado Filho.
Sa & Guarabyra(1982)
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“Dona” já existia desde 1982, quando disputou o MPB-Shell. Três anos depois seria escolhida pelo produtor Mariozinho Rocha para a trilha sonora de “Roque Santeiro”, juntamente com mais duas composições de Sá e Guarabira, “Verdades e mentiras” e “O abc de Santeiro”.
Entrando na telenovela como tema da irrequieta Porcina, falsa viúva do falso herói, vivida pela atriz Regina Duarte, “Dona” desfrutou de grande sucesso, não apenas pelo prestígio da personagem, mas por suas próprias qualidades valorizadas pela interpretação do grupo Roupa Nova: “Dona desses traiçoeiros sonhos / sempre verdadeiros / Dona desses animais / Dona dos seus ideais / não há pedra em teu caminho / não há ondas no teu mar / não há vento ou tempestade / que te impeçam de voar…”.
O baiano Gutemberg Guarabira, que ganhou a fase nacional do II FIC, em 67, com “Margarida”, e o carioca Luís Carlos Sá foram, ao lado de Zé Rodrix, os criadores de um segmento do rock brasileiro, o chamado rock rural, no início dos anos setenta quando gravaram os elepês Terra e Passado, presente e futuro.
A partir de 74 com a saída de Rodrix, os dois atuando juntos, ou com outros parceiros, assinaram vários sucessos como “Espanhola” (Guarabira e Flávio Venturini), “Caçador de mim” (Sá e Magrão) e “Sobradinho” (Sá e Guarabira). É da dupla também o popularíssimo jingle da Pepsi-Cola, “Só tem amor quem tem amor pra dar”. Já Zé Rodrix entrou para a história do punk no Brasil ao integrar uma das formações do grupo ‘Joelho de Porco’, com Tico Terpins e Próspero Albanese (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br
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Senta que lá vem história!
A história de “Dona”, música de Sá & Guarabyra.
A real, uma paixão de Guarabyra que se tornaria uma das maiores vitórias fonográficas da dupla, feita para concorrer no festival MPB Shell de 1982, existe e está viva, ainda que de forma reclusa, em São Paulo. Guarabyra amava aquela mulher, tanto que sonhou quase tudo o que se ouviria como trilha sonora de Viúva Porcina, personagem de Regina Duarte na novela Roque Santeiro.
Depois de um show em Goiânia, os amigos voltaram exaustos para o hotel. Guarabyra logo dormiu e sonhou com Marisa, a musa, sentada nas primeiras cadeiras da plateia enquanto ele tocava. “Eu olhava para o braço do violão e via até os acordes que estava fazendo”. Além das notas do violão e da melodia, ele se lembraria também de frases como “tã, tã, tã, batem na porta”, que no liquidificador do cérebro em modo desacordado haviam sido contrabandeadas de memórias da infância, quando ele ouvia a mesma frase nos sambas de caboclo de sua cidade. Outras passagens descreviam o perfil da namorada, como “Dona, desses animais…” Marisa ainda é, e já era na época, uma veterinária. “Acordei, peguei o violão e xequei. Os acordes eram exatamente os mesmos”.
Guarabyra foi atrás do amigo assim que acordou, mas Sá não atendia à porta do apartamento no andar de cima. Angustiado para contar de sua ‘Yesterday’ (a canção clássica que Paul fez toda em sonho), bateu no teto com o cabo de um rodo até acordá-lo. Lá estava um dos maiores ganha-pão de Sá e Guarabyra, entregue de presente por um sonho e ungindo por uma paixão. E Marisa? “Somos amigos, até hoje”.
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A história da música “Dona”, no aniversário de Guarabyra
Compositor – ao lado do parceiro Sá – do super hit “Dona”, que explodiu com o ‘Roupa Nova’, Guttemberg Guarabyra completa 78 anos nesta quarta-feira
Lívia Nolla – 19.11.2025
Dia 20 de novembro é dia de celebrar o aniversário de Gutemberg Guarabyra, cantor e compositor baiano que – ao lado do mineiro Luiz Carlos Sá – formou, por muitos anos – a dupla Sá & Guarabyra e com quem compôs um dos maiores hits da MPB: a canção “Dona“, sucesso do Roupa Nova, sobre a qual saberemos a história hoje.
A história por trás da música “Dona”
Originalmente composta e apresentada por Sá & Guarabyra no Festival de Música Popular Brasileira de 1982, a música “Dona” ganhou projeção nacional e tornou-se um dos maiores hits da MPB quando foi regravada três anos depois – em 1985 – pelo grupo Roupa Nova, para integrar a trilha sonora da novela “Roque Santeiro”, da TV Globo, tendo sido a segunda canção mais tocada desse ano nas rádios do Brasil.
O curioso é que o grupo não queria gravar a canção e quem insistiu (quase forçou) o Roupa Nova a gravar “Dona” foi o produtor Mariozinho Rocha.
Mas o que poucos sabem é que a inspiração para a letra da música “Dona” nasceu de uma história de amor real e arrebatadora, vivida por Guarabyra – compositor da canção ao lado de Luiz Carlos Sá – no final dos anos 1970.
Foi se apresentando no bar ‘Dama da Noite’, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que o músico conheceu Marisa Saad (filha de Johnny Saad e herdeira do grupo Band, hoje presidente do Instituto Band), então uma estudante de veterinária que organizava festivais universitários em Jaboticabal, no interior do estado.
Marisa estava em busca de artistas para um evento da faculdade, e foi assim que encontrou Guarabyra. Os dois iniciaram um relacionamento que – marcado por idas e vindas – durou cerca de 10 anos.
Certo dia, já com a dupla Sá & Guarabyra, o compositor tinha ido fazer um show em Goiânia e estava descansando no hotel. Guarabyra ao pegar no sono, sonhou com o seu amor e – no próprio sonho – também vieram os acordes, a melodia e parte da letra de “Dona”.
Guarabyra se levantou depressa e foi tocar a harmonia ao violão para ver se de fato os acordes eram aqueles com os quais ele havia sonhado: e eram! Ele foi então chamar o companheiro musical Sá, para que, juntos, concluíssem a canção.
Sá contou em entrevista que estava hospedado no quarto de cima de Guarabyra e não atendia as suas ligações porque estava no telefone com uma namorada. Guarabyra então ficou batendo no chão do quarto de Sá com um cabo de vassoura, até que ele o atendesse. Terminam a música “Dona” em menos de 20 minutos.
“Dona” é, no fundo, uma carta de amor, cheia de saudade, intensidade e história.
Mais tarde, Marisa Saad revelou em entrevistas que a música é um retrato fiel de sua personalidade: “Como na canção, tenho um lado tirano e um lado meigo”. E completa: “O Gut [apelido de Guarabyra] foi uma paixão muito louca”.
Já Guarabyra brinca que: “A ‘Dona’ tinha ciúme da ‘Espanhola’”, em referência à outra canção marcante de sua carreira, inspirada por outra mulher que também marcou sua vida.
E, depois de virar hit com o Roupa Nova, o sucesso da música “Dona” não parou por aí! A faixa atravessou fronteiras, fez sucesso em Portugal, ganhou uma versão em espanhol em 1992, “Mi Dueña” (composta por Héctor Luis Ayala), e voltou à cena nacional em 2014, quando foi incluída na trilha sonora da novela “Império”, também da TV Globo.
Novabrasil
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A canção foi apresentada por Sá & Guarabyra no Festival de Música Popular Brasileira de 1982.
Em 1985, o ‘Roupa Nova’ regravou a música para o seu disco homônimo.
No mesmo ano, a canção foi a trilha sonora da novela Roque Santeiro da Rede Globo, tornando-se um grande sucesso.
No final dos anos 70, Guarabyra conheceu Marisa Saad, sua “Dona”, uma estudante de veterinária que organizava festivais de música em Jaboticabal. O encontro ocorreu no bar ‘Dama da Noite’, em Higienópolis, quando ela buscava atrações para um evento da faculdade.
Após um show com cachê simbólico, nasceu um romance intenso que durou 10 anos entre idas e vindas. “O Gut foi uma paixão muito louca”, relembra Marisa. “A Dona tinha ciúme da Espanhola”, conta ele, citando outra musa que deu título a um de seus maiores sucessos e foi gravado por Flávio Venturini.
Mpb bossa
grande sucesso da dupla Sa e Guarabira, 53 anos de existencia a dupla durou 53 anos de 1974 ate 2025
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