Maringá
Ouça a mesma canção com gravações em tempos bem diferentes. Depois, comente.
Foi numa leva
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.
E junto dela
Veio alguem que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou
(estribilho)
Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal.
Mas veio a seca
Toda chuva foi-se embora
Só restando então as água
Dos meus óio quando chóra.
(estribilho)
Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá.
Maringá, Maringá,
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.
Maringá, Maringá,
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.
Clara Petraglia & Coro(1958)
Laercio de Freitas(1988)
Inezita Barroso & Ze Neto e Conjunto ao vivo(2014)
interessante nós do Paraná viermos a saber dessa história. Agora parece meio fake trabalhadres cantando na construção não se sabe do que, emprestarem o nome da canção de Maria da longínquo e paupérrima cidade do interior nordestino a uma das mais ricas e prósperas cidades deste Estado. Mas Maringá soa muito bem com a cidade…
Curiosa é a “encomenda” para uma música retratar a miseria nordestina. Feita em 1932 seria interessante compará-la com duas das mais emocionante obras do sofrimento do mais sofrido pedaço do país, A triste partida do grandioso Patativa e a Asa Branca do não menos grande Humberto Teixeira, interpretadas pelo “mais grandioso” de todos rei do baião. Óbvio que a fonte inspiradora e a brasa do sertão, mas sera que algum desses autores foi inspirado pela primeira composicão?
Outra curiosidade é ver Laércio tocando piano: pelo que constava no “repertório” de outro grandioso Adoniran, Laercio tocava agogô? A conferir no Morro da Casa Verde…Kkk.

