Nada além
Com relação a “Nada além”, Mário Lago relata no livro “Boêmia e Política” a história curiosa de como se processou a venda dos direitos autorais:
“Em 1937, vendi “Nada além”, parceria com Custódio Mesquita, para os irmãos Vitale. Eles eram editores e, como era comum na época, fui pedir um vale. A situação estava difícil, acabei vendendo a música que depois estourou. Mas surgiu “Amélia”, outro estouro, e o Vitale também quis comprar. Finquei o pé e pedi a ele para anular o contrato de venda de “Nada além”. Como a música já tinha rendido muito, ele concordou: me pagou os direitos e cancelou o contrato. Concordou também em registrar o copyright de “Amélia” para mim e o Ataulfo Alves. Mas, na pressa, acabei esquecendo da anulação de “Nada além” e aquela música não me rendeu ”nada além” do que recebi”.
“Nada além” se destaca na história da MPB por vários motivos.
Antes de tudo, ela é simplesmente imortal, sua letra não sofreu nenhuma corrosão, após quase oito décadas. Criada em 1937, teve inúmeras gravações (confira em “O tempo não apagou”, clicando aqui).
A gravação original, consagrada até hoje, foi feita em 1938 com Orlando Silva, o Rei das Multidões (ouça adiante!). Nos anos 70, foi a vez de Maria Bethânia interpretar “Nada além” (ouça adiante!). Em 1988, exatamente 50 anos depois da gravação original, “Nada além” foi utilizada como abertura musical da novela “Vida nova”, da TV Globo na voz de Nelson Gonçalves (ouça adiante!).
“Nada além” teve o seu revival no ano de 2005, através do espetáculo teatral e musical “Orlando Silva – O Rei das Multidões”, grande sucesso em São Paulo, Rio de Janeiro e também em Florianópolis.
Extraído de http://www.carosouvintes.org.br
Orlando Silva & Radames Gnattali e Orquestra(1938)
Maria Bethania & Terra Trio ao vivo(1970)
Nelson Goncalves(1988)
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No dia 09 de julho de 1937, estreava no ‘Teatro Recreio’, no Rio de Janeiro, a revista ‘Rumo ao Catete’, título que aludia a uma eleição presidencial que Getúlio não deixou acontecer. Além de um elenco de primeira – Araci Cortes, Oscarito, Eva Tudor -, a peça tinha libreto e direção musical de dois grandes compositores, Custódio Mesquita e Mário Lago. Reunindo todos esses valores, “Rumo ao Catete” foi um sucesso, com mais de 300 representações e, de quebra, ainda enriqueceu a música popular com duas belas composições, o fox “Nada além” e a valsa “Enquanto houver saudade”.
Maior sucesso da dupla Lago-Mesquita, “Nada além” era motivo na peça de um quadro cômico-romântico: um homem de aparência simplória examinava, à porta de uma loja, várias mercadorias que lhe oferecia um vendedor. Vendo que o suposto freguês não se decidia, o vendedor o interpelava: “Afinal, o que deseja o cavalheiro?” ao que o sujeito respondia, cantando: “Nada além, nada além de uma ilusão…”.
Apesar de aprovarem a interpretação operística dada no palco pelo tenor Armando Nascimento, os autores achavam que as canções se adaptavam melhor a uma voz popular, como a de Orlando Silva, à época no auge da fama. Então Custódio, sempre vaidoso, usou de um expediente para induzi-lo a gravá-las, sem correr o risco de uma rejeição, convidando-o a assistir a peça. E deu certo, pois ao final da sessão o cantor, entusiasmado, exigiu: “Custódio, me dá agora mesmo as partes de piano dessas músicas que eu quero gravá-las, o mais rápido possível”. E assim o fez no início de 38.
Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br
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O fox “Nada além” (Custódio Mesquita & Mário Lago) foi lançado em 1938, na revista ‘Rumo ao Catete’, de autoria dos dois parceiros.
Naquele mesmo ano a música foi gravada por Orlando Silva, juntamente com a valsa “Enquanto houver saudade”, também da dupla e também incluída no repertório daquela revista.
O sucesso foi imediato e retumbante, estourando em todo o Brasil.
Mário Lago costumava dizer que o primeiro sucesso é como o primeiro sutiã, a gente nunca esquece.
O que só comprova a universalidade dessa obra prima.
Extraído de Mario Lago Filho
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“Nada além” é um clássico da música popular brasileira composto por Mário Lago e Custódio Mesquita em 1937 e imortalizado na voz de Orlando Silva em 1938. A letra melancólica reflete sobre o amor, a ilusão e a dor, sendo regravada por artistas como Nelson Gonçalves e Maria Bethânia.
Principais Informações:
- Composição: Criada por Mário Lago e Custódio Mesquita, a música foi originalmente feita para a peça teatral “Rumo ao Catete”.
- Intérpretes: Orlando Silva foi o primeiro a gravar, mas outros grandes nomes também cantaram, como Sidney Magal e Gal Costa.
- Letra: A composição aborda a preferência pela “ilusão do amor” para evitar o sofrimento real, focando na fragilidade do sentimento.
- Estilo: É considerada um dos maiores sucessos de Custódio Mesquita, um importante nome da MPB nos anos 30 e 40.
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A busca por consolo em “Nada além” de Nelson Gonçalves
A música “Nada além”, interpretada por Nelson Gonçalves, explora como a ilusão pode ser uma escolha consciente para quem já sofreu por amor. Em vez de enfrentar a dor ou buscar a verdade, a letra sugere que é possível encontrar felicidade na fantasia, mesmo sabendo que ela não é real. Isso aparece claramente nos versos: “Eu vou vivendo assim feliz / Na ilusão de ser feliz“, mostrando uma aceitação tranquila da auto enganação como forma de proteção emocional.
O contexto de vida de Nelson Gonçalves, marcado por desafios e superações, contribui para o tom nostálgico e melancólico da canção. Sua interpretação intensa reforça a mensagem dos versos: “Se o amor / Só nos causa sofrimento e dor / É melhor, bem melhor / A ilusão do amor“. Aqui, a música sugere que, para quem já foi ferido, a ilusão pode ser um abrigo mais seguro do que a realidade. “Nada além” vai além de uma simples desilusão amorosa, abordando também a necessidade de buscar conforto e proteção, mesmo que isso signifique viver “nada além de uma linda ilusão“.
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A busca por consolo em “Nada além” de Mário Lago
A música “Nada além”, de Mário Lago, destaca a ilusão amorosa como um refúgio diante do sofrimento causado pelo amor. No verso “Nada além de uma ilusão / Chega bem / E é demais para o meu coração”, o personagem reconhece a fragilidade de seus sentimentos, mas prefere se entregar à fantasia, pois ela é mais suportável do que enfrentar a dor real. O contexto histórico da composição, feita para uma revista teatral em 1938 e influenciada pelo foxtrote, reforça o clima nostálgico e melancólico típico das obras de Mário Lago e Custódio Mesquita.
A letra mostra que o amor, apesar de suas promessas, “mentindo sempre diz”, muitas vezes leva à decepção. Por isso, o personagem opta conscientemente pela ilusão, como fica claro em “Eu não quero e não peço / Para o meu coração / Nada além de uma linda ilusão”. Essa escolha revela um desejo de proteção emocional, indicando que, para ele, a felicidade pode existir mesmo que apenas na imaginação. Assim, a canção transmite uma sensação de resignação e ressalta como as ilusões podem ser importantes para suportar as desilusões da vida amorosa.
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A ilusão como refúgio emocional em “Nada além”
Em “Nada além”, Orlando Silva interpreta um personagem que, após repetidas decepções amorosas, opta conscientemente por viver na ilusão em vez de enfrentar a dor real do amor. A letra, composta em 1938 por Custódio Mesquita e Mário Lago, reflete o clima de melancolia e resignação típico da época, quando o romantismo e a idealização do amor eram temas centrais na música popular brasileira.
A canção deixa claro esse desejo de proteção emocional ao repetir versos como “Eu não quero e não peço para o meu coração nada além de uma linda ilusão”. O trecho “Acreditando em tudo que o amor mentindo sempre diz, eu vou vivendo assim feliz, na ilusão de ser feliz” mostra que o personagem tem plena consciência do autoengano, mas prefere essa fantasia à realidade dolorosa, já que, segundo a letra, a verdade do amor só traz “sofrimento e dor”. Assim, a música apresenta a ilusão não apenas como fuga, mas como uma escolha deliberada para tornar a vida mais suportável. Esse tema, tratado de forma direta e sensível, ajuda a explicar por que “Nada além” permanece relevante e tocante até hoje.
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Essa música é maravilhosa. Amo as 3 versões mas Nelson Gonçalves é um dos meus cantores preferidos de todos
Bethania traz uma interracial magiatral, não desmerecendo o Nelson que é gigante.
Canção admirável com a interpretação de Nelson Gonçalves e a minha favorita
j
Qdo se fala de Mário Lago ator de primeira grandeza, principalmente da “telinha” me vem a memória o poeta da “Mulher de verdade” a sua “Amélia” e tbm de “Atira a Primeira Pedra” ambas na parceria musical com outro expoente do cancioneiro popular o Mineiro de Mirai Ataulfo Alves um “casamento perfeito. E, não foi diferente na parceria desta música “Nada Além”. Todas as gravações disponibilizadas no “Qual Delas” merecem aplausos, mas eu fico com a interpretação e no vozeirão do Nelson Gonçalves, que eu deposito o meu voto.
A canção na interpretação de Orlando Silva de 1938 deixa um registro sensacional de sua voz ! A Betânia faz a sua participação em 1970 muito bem conduzida. Agora com Nelson Gonçalves na gravação de 1988, ou seja 50 anos após Orlando,não o apaga, mas deixa claro o que são os recursos que temos, conforme cada época!
Mario Lago foi um dos maiores artistas e intelectuais brasileiros do século XX. Ator,compositor, poeta, escritor e militante politico, transitou com mestria pelo rádio teatro, televisão e cinema.
Pioneiro na Rádio Nacional ,migrou para a televisao, onde consolidou sua carreira como um dos grandes atores de novelas historicas, como Dancin’Days, Tieta e O Clone.
Devido seu posicionamento politico foi preso e teve seus direitos politicos cassados após o Golpe Militar de 1964.
Compositor de grandes classicos do Samba e da Música Popular Brasileira , como Atire a Primeira Pedra, Amélia e Nada Além .
apesar da gravacao de Nelson Goncalves ser linda, eu escolhi a versão com Luis Melodia, gravada na trilogia : O Homem do Século XX, organizado pelos filhos de Mario Lago, lindíssima.

