Onde estão os tamborins
Era véspera do carnaval de 46 e Mangueira estava quieta, às escuras, sem sinal de animação. Esta cena motivou Pedro Caetano a fazer “Onde estão os tamborins”, samba em que reclamava do marasmo que a escola atravessava na ocasião, vivendo somente de glórias passadas. E reclamava também da ausência dos sambas de Cartola, na época sumido do morro. Lançado um ano depois, pelos “Quatro Ases e um Coringa”, “Onde estão os tamborins” seria o grande samba do carnaval de 47 (Ouça adiante!).
Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br
Quatro Ases e Um Coringa(1946)
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Samba clássico, um dos campeões do carnaval de 1947, de exclusiva autoria de Pedro Caetano, que aliás o considerava sua melhor composição. Foi imortalizado na Odeon pelos ‘Quatro Ases e um Coringa’ em 9 de julho de 46, com lançamento ainda em novembro, sob número de disco 12735-A, matriz 8069. Houve regravações por Célia, Mané do Cavaco e pelo próprio Pedro Caetano, entre outras (confira em “O tempo não apagou”, clicando aqui). Direitos fonográficos reservados á Universal Music International Ltda. GRA-60590181.
Extraído de Samuel Machado Filho
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A frase faz parte da famosa marcha de carnaval “Onde estão os tamborins?”, composta por Pedro Caetano e Claudionor Cruz, gravada originalmente pelo grupo Quatro Ases e um Coringa em 1947.
Significado e Contexto
- A letra é um apelo nostálgico à escola de samba Estação Primeira de Mangueira, questionando o sumiço da essência e dos tradicionais sambas de raiz da época de Cartola.
- O autor cobra que a escola coloque as pastoras na avenida e resgate a alegria antiga em vez de viver apenas de fama (“viver somente do cartaz, não chega”).
- Ficou famosa na voz de vários artistas e grupos tradicionais do samba brasileiro ao longo das décadas.
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Saudade e tradição em “Onde estão os tamborins?”
A música “Onde estão os tamborins?”, interpretada por ‘Marchinhas de Carnaval’ (na realidade é um samba), expressa uma forte nostalgia pelos tempos áureos da escola de samba Mangueira. A letra destaca o contraste entre o passado animado, marcado pela presença dos tamborins, das pastoras e de figuras como Cartola, e o presente silencioso e sem brilho. O verso “Viver somente de cartaz, não chega” critica a ideia de que apenas a fama ou o nome da escola bastam, reforçando que a verdadeira essência da Mangueira está na energia dos desfiles, nos instrumentos e nas tradições vivas do samba.
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