Tristeza pé no chão
Ouça a mesma canção com gravações em tempos bem diferentes. Depois, comente.
Dei um aperto de saudade
No meu tamborim
Molhei o pano da cuíca
Com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera
Para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Fiz o estandarte com as minhas mágoas
Usei como destaque a tua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
Do velho som do minha surda dividi meus versos
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para quarta-feira
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão.
Meirelles e sua Orquestra(1974)
Ricardo Tete(2010)
Zeca Baleiro & Coro(2003)
A gravação com a Clara Nunes é imponente e maravilhosa. Embora achei interessantíssimo Ricardo Tete, com umas paradinha. E, Zeca Baleiro, fantástico!
Eu gostei de todas as gravações deste belo samba: “Tristeza Pe no Chão”, disponibilizadas no “Qual Delas”, mas a minha preferência é a interpretação de “A Guerreira” a mineira “Clara Nunes & Coro”.(1972) de saudosa memória.

