Um ser de luz

Mauro Duarte & João Nogueira & Paulo Cesar Pinheiro

“Um ser de luz” significa ser uma pessoa positiva, inspiradora e empática, que irradia amor, bondade e sabedoria, iluminando o ambiente e ajudando os outros com sua energia e atitudes, mesmo em momentos difíceis, sendo um exemplo de conduta e promovendo o bem-estar ao seu redor. É ter a missão de guiar, servir e compartilhar o bem, seja com um sorriso, uma palavra ou um gesto de acolhimento.

 

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Final de Semana – “Um Ser de Luz (Sabiá)”

Escrito por: Pedro Migão em 25 de junho de 2010.

Como a resenha literária de hoje foi musical, nada melhor que um exemplar da obra de Paulo César Pinheiro para abrirmos o nosso final de semana.

Escolhi aquela que é uma das músicas mais bonitas do compositor e, como ele próprio diz, uma das mais difíceis para ele: “Um ser de luz” (Sabiá), composta em homenagem à esposa Clara Nunes em parceria com João Nogueira e Mauro Duarte.

No livro Paulo César conta que achou um absurdo quando os parceiros vieram a ele com a ideia de um “samba de adeus” para Clara Nunes. Já tinham prontas, inclusive, esboços de letra e o início da melodia. Entretanto, Nogueira o convenceu com um argumento muito hábil: que se ele (Paulo) fizesse o samba, ninguém mais se atreveria a escrever outro. Além disso, se ele não fizesse iriam aparecer canções oportunistas e de baixa qualidade.

Foi exatamente o que ocorreu. Depois da parceria, jamais outro compositor se atreveu a escrever um samba em homenagem à Clara Nunes. “Um ser de luz” – que tem este título como referência a uma crônica de Artur da Távola escrita durante o período de agonia da cantora no hospital – se tornou a definitiva canção de adeus, como previra João Nogueira.

A música foi o “esquenta” da Portela para o carnaval seguinte – inclusive eu tenho em algum lugar esta gravação. Paulo César Pinheiro escreve que jamais conseguiu cantar a música.

Há uns anos atrás, eu era um dos organizadores de um evento para membros pioneiros da Messiânica e convidamos um grande compositor, multicampeão em sua Vila Isabel, messiânico como eu e com quem tenho algum grau de amizade para fazer o fechamento do evento com uma “canja”. Eu estava circulando pelo local do evento verificando algumas imprevisibilidades que haviam surgido quando ouço pelo sistema de som o anúncio:

” – Quero cantar uma música de que gosto muito e ao mesmo tempo fazer uma homenagem a um amigo, portelense, que ajudou na organização deste evento: Um ser de luz, ou Sabiá.”

E cantou. Fiquei muito tocado com a lembrança.

Vamos à letra:

“Um dia
Um ser de luz nasceu
Numa cidade do interior
E o menino Deus lhe abençoou
De manto branco ao se batizar
Se transformou num sabiá
Dona dos versos de um trovador
E a rainha do seu lugar

Sua voz então a se espalhar
Corria chão
Cruzava o mar
Levada pelo ar
Onde chegava espantava a dor
Com a força do seu cantar

Mas aconteceu um dia
Foi que o menino Deus chamou
E ela se foi prá cantar
Para além do luar
Onde moram as estrelas
E a gente fica a lembrar
Vendo o céu clarear
Na esperança de vê-la, sabiá

Sabiá
Que falta faz sua alegria
Sem você, meu canto agora é só
Melancolia
Canta meu sabiá,

Voa meu sabiá,
Adeus meu sabiá…
Até um dia…”

O que o livro não conta é que há uma outra composição da dupla – sem Mauro Duarte – feita em 1975 para homenagear Clara Nunes. Chama-se “Mineira” e abaixo disponibilizo a letra. Há uma outra versão desta canção bastante interessante no cd “Casa de Samba 1”, com o próprio Nogueira e Alcione.

“Clara,
abre o pano do passado,
tira a preta do cerrado
Põe rei congo no congá
Anda canta um samba verdadeiro,
faz o que mandou o mineiro
Ô mineira

Samba que samba no bole que bole
Oi morena do balaio mole se embala do som dos tantãs
Quebra no balacochê do cavaco e rebola no balacubaco
Se embola dos balagandãs
Mexe no meio que eu sambo do lado vem naquele bamboleado
Que eu também sou bam, bam, bam

Vai cai no samba cai e o samba vai até de manhã
Vai cai no samba cai e o samba vai até de manhã

Ô saravá mineira guerreira que é filha de Ogum com Iansã”.

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Alcione: “Um ser de luz”

Rafael Mori em 03/05/2019

“Um dia
Um ser de luz nasceu
Numa cidade do interior
E o menino Deus lhe abençoou
De manto branco ao se batizar
Se transformou num sabiá
Dona dos versos de um trovador
E a rainha do seu lugar”

Há dois dias, perdemos uma das grandes vozes do samba e da própria canção popular brasileira: Beth Carvalho.

Tive o prazer de já homenageá-la em vida, neste blog. Nem por isso me consolo: a partida da Madrinha do Samba deixa um espaço que dificilmente será ocupado, pois se vai não apenas uma incrível voz ou uma grande intérprete, mas um ser humano magnífico.

O legítimo ABC das cantoras de samba dos anos 1970 sofre, assim, mais uma perda irreparável: sem Beth e sem Clara, nos resta apenas Alcione. Falemos hoje justamente sobre a homenagem desta última a Clara Nunes, por intermédio do samba “Um ser de luz”, composição de João Nogueira, Mauro Duarte e o viúvo Paulo César Pinheiro.

Em 1992, no programa Ensaio, João se orgulha de já ter saudado Clara com “Mineira” (no LP Vem que tem, de 1975), sem imaginar que a amiga partiria menos de uma década depois, o que iria requerer um novo tributo.

Para facilitar, vou transcrever o depoimento de João sobre a história de “Um ser de luz”:

A morte da Clara foi talvez um dos momentos de emoção mais forte e de tristeza que, não só eu, mas todos nós tivemos, porque ela teve uma morte lenta. Existia, entre todos nós, o Brasil inteiro… existia uma esperança de que ela pudesse se recuperar, ficar entre nós.

Fizemos de tudo… tudo o que você puder imaginar: procuramos todos os amigos, os maiores médicos, os maiores cirurgiões, os maiores macumbeiros, os maiores esoteristas, enfim, tudo o que a gente podia fazer a gente tentou. Foram 20 dias de muita angústia… sempre com uma esperança, mas muita angústia, de não se poder nem dormir. Fizemos de tudo mas, infelizmente, não deu; a voz do Senhor falou mais… mais alto.

E três dias depois da Clara ter morrido, apareceu uma música no [programa] Fantástico [em homenagem a ela], uma música que já tinham ou fizeram, e aquilo me deu muita tristeza. Alcione tinha falado pra mim: João… (depois de algum tempo, né, depois de uns 20 dias)… falou: João, eu li uma frase do… do – [tenta lembrar]… como é o nome, rapá? – do Artur da Távola que chamava a Clara de “um ser de luz”. E fomos a uma missa da Clara, uma missa ecumênica, que foi lá na Portela, com todas as religiões e tal. E, ao sairmos de lá (todos fomos de branco), fomos a um restaurante jantar, ali em Jacarepaguá, e o (saudoso também) Mauro Duarte tava cantarolando um negócio assim [e cantarola a melodia do refrão de “Um ser de luz”]. E aí, eu já tinha começado a fazer um samba: “Um dia, um ser de luz nasceu…” E aquilo que ele cantarolou ali, me deu essa impressão de que o que eu tava fazendo, se juntasse ali, ia… era o mesmo samba que nós estaríamos fazendo sem termos nos falado. Daí falei com ele, ele achou que sim também, e nós fomos procurar o Paulinho Pinheiro prá fazer a letra da música junto conosco.

Ele tava super abatido, sangrando e… “Não, não”. E aí eu o convenci, falei: “Paulinho, três dias depois que a Clara morreu, já tinha um samba dela no Fantástico. Tinha muita gente fazendo samba pra ela já quando ela tava no leito. E nós que somos autores que mais gravamos com ela, temos a obrigação de fazer um samba que seja definitivo, pra que nenhum outro… pra que nenhum outro nem se atreva”. E aí fizemos “Um ser de luz”, eu, o Mauro Duarte e o Paulinho Pinheiro.

Choramos muito prá fazer… era, cada vez que a gente se encontrava, era um derramar de lágrimas. E saiu lá, a Alcione gravou e, graças a Deus, foi sucesso.

Dessa dolorosa estória nasceu um dos sambas mais requisitados em toda boa roda, até hoje. Ninguém melhor que Alcione para gravá-lo pela primeira vez, em ‘Almas & Corações (1983’): a potência vocal da Marrom garante que os versos de Paulinho e companhia verdadeiramente ecoem pelo ar, como diz a letra (ouça adiante!).

Lindo também é o coro que entoa os versos finais – com gente como os compositores João e Mauro, Luiz Carlos da Vila, Martinho da Vila, Dona Ivone Lara e a própria Beth, maior rival de Clara, aqui num momento de nobreza – dando corpo à despedida propriamente dita, com a cantora eternizada em espírito (o sabiá cantor): “Sabiá / Que falta faz tua alegria / Sem você, meu canto agora é só / Melancolia / Canta, meu sabiá, voa, meu sabiá / Adeus, meu sabiá, até um dia”.

Uma homenagem justíssima e à altura da grande personalidade de Clara.

Só nos resta torcer que Beth (que também gravou um samba belíssimo intitulado “Clara”) receba os devidos tributos.

https://365cancoesbrasileiras.wordpress.com/

Alcione(1983)

 

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“Um ser de luz” (ou “Sabiá”) é um samba composto por João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, lançado em 1983 por Alcione como uma emocionante homenagem póstuma à cantora Clara Nunes, falecida naquele ano. A letra narra a trajetória de Clara como uma figura divina e musical que iluminou o Brasil. 

A História e o Legado:

  • Composição Emocionante: Paulo César Pinheiro inicialmente recusou-se a escrever a letra por ser marido de Clara, mas foi convencido por João Nogueira a compor a obra para evitar músicas oportunistas após a morte da cantora.
  • Significado da Letra: A música descreve Clara como um “sabiá” que voou para além do luar, retratando sua origem no interior, sua voz que cruzava o mar e sua espiritualidade. O título foi inspirado por uma crônica de Artur da Távola.
  • Gravação Icônica: A voz de Alcione, com um coro de amigos como Martinho da Vila, Beth Carvalho e Dona Ivone Lara, consolidou a canção como o adeus definitivo à “Mineira”.
  • Regravações: A canção foi celebrada por muitos, incluindo uma versão notável da cantora Mariene de Castro, reafirmando o legado de Clara na música brasileira (confira em “O tempo não apagou”, clicando aqui)

Google

 

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Homenagem a Clara Nunes em “Um ser de luz”

A música “Um ser de luz”, interpretada por Mariene de Castro, é uma homenagem direta a Clara Nunes, uma das maiores vozes do samba brasileiro. O uso do termo “sabiá” na letra não é apenas uma metáfora, mas faz referência ao apelido carinhoso que Vinícius de Moraes deu a Clara, reforçando a conexão entre a canção e a trajetória da artista. O verso “Se transformou num sabiá / Dona dos versos de um trovador” destaca a habilidade de Clara de encantar o público com sua voz, assim como o sabiá, conhecido pelo canto marcante.

A narrativa da música acompanha a vida de Clara desde o nascimento, retratada como um “ser de luz” vindo do interior, abençoada e destinada a se tornar “rainha do seu lugar”. O “manto branco” citado no batismo remete à pureza e à espiritualidade, características associadas à cantora. Quando a letra diz “sua voz então a se espalhar / Corria chão / Cruzava o mar”, evidencia o alcance nacional e internacional de Clara, cuja música era capaz de “espantar a dor” e trazer alegria. A despedida é tratada de forma delicada: “o menino Deus chamou / E ela se foi prá cantar / Para além do luar / Onde moram as estrelas”, sugerindo que Clara permanece viva na memória popular, agora como uma estrela.

Nos versos finais, a saudade é explícita: “Que falta faz sua alegria / Sem você, meu canto agora é só / Melancolia”. O refrão “Canta meu sabiá / Voa meu sabiá / Adeus meu sabiá / Até um dia” reforça o tom de despedida, mas também traz esperança de reencontro, seja na lembrança ou em um plano espiritual. Assim, “Um ser de luz” eterniza Clara Nunes como uma presença luminosa e inspiradora na música brasileira.

https://www.letras.mus.br/

 

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Homenagem a Clara Nunes em “Um ser de luz” destaca legado

Em “Um ser de luz”, Alcione presta uma homenagem sensível a Clara Nunes, usando a imagem do sabiá para simbolizar sua voz marcante e sua capacidade de emocionar. O verso “Se transformou num sabiá / Dona dos versos de um trovador / E a rainha do seu lugar” associa Clara à realeza do samba e ressalta sua trajetória, desde origens humildes até se tornar uma das maiores intérpretes do gênero. A escolha do sabiá, pássaro emblemático da música brasileira, reforça a ideia de que Clara ultrapassou fronteiras e tocou muitos corações com seu canto.

A canção adota um tom nostálgico ao abordar a morte de Clara Nunes de forma delicada. No trecho “Mas aconteceu um dia / Foi que o menino Deus chamou / E ela se foi prá cantar / Para além do luar”, a letra sugere que Clara foi chamada para um plano superior, onde continua a encantar, agora entre as estrelas. O refrão “Sabiá / Que falta faz sua alegria / Sem você, meu canto agora é só / Melancolia” expressa a saudade e o vazio deixados por sua ausência, ao mesmo tempo em que demonstra gratidão e reverência. Assim, Alcione reforça que, mesmo não estando mais presente fisicamente, Clara Nunes permanece viva na memória e no sentimento de quem a ouviu e admirou.

https://www.letras.mus.br/

 

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Homenagem e saudade em “Um ser de luz”, de João Nogueira

Em “Um ser de luz”, João Nogueira presta uma homenagem sensível a Clara Nunes, transformando-a em “sabiá”, apelido carinhoso dado por Vinícius de Moraes, que destaca sua voz marcante e sua relevância para o samba. A letra começa com a imagem de um nascimento especial: “Um ser de luz nasceu / Numa cidade do interior”, sugerindo que Clara já trazia consigo uma aura única desde o início. Ao longo da canção, ela é retratada como uma figura quase mítica, cuja voz “corria chão / cruzava o mar / levada pelo ar” e tinha o dom de “espantar a dor”, mostrando o impacto profundo que teve na música brasileira.

O clima de saudade se intensifica quando a música aborda a morte de Clara, tratada como um chamado divino: “o menino Deus chamou / E ela se foi prá cantar / Para além do luar”. Essa passagem reforça a ideia de que, mesmo ausente fisicamente, Clara permanece viva na memória e no legado musical. O refrão – “Canta, meu sabiá, voa, meu sabiá / Adeus, meu sabiá, até um dia” – expressa a dor da perda, mas também a esperança de reencontro, traduzindo o sentimento coletivo de admiração e saudade. Assim, a canção eterniza Clara Nunes como símbolo de luz, alegria e inspiração para o samba e para a cultura brasileira.

 

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25 de abril de 2013

Um ser de luz (João Nogueira – Paulo César Pinheiro – Mauro Duarte)

Há 30 anos, no dia 2 de abril de 1983, uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos morria tragicamente. Clara Nunes, em plena forma, no auge do sucesso, nos deixava de forma dolorosa: um choque anafilático sofrido na mesa de cirurgia, quando retirava varizes das pernas, interrompeu sua trajetória iluminada. Não mais ouviríamos o canto do Sabiá, não mais sentiríamos a energia e a força da Mineira Guerreira. Uma perda irreparável.

Seu falecimento causou transtorno em todos os brasileiros. Pouco tempo depois, uma belíssima homenagem foi composta para ela. Os autores: Paulo César Pinheiro, João Nogueira e Mauro Duarte.

No livro “João Nogueira – Discobiografia”, de Luiz Fernando Vianna, o autor conta como se deu a criação deste belo samba, “Um ser de luz”:
“A homenagem foi no calor da hora, pouco depois da morte. Alcione leu em ‘O Globo’ a expressão ‘um ser de luz’, cunhada pelo colunista Artur da Távola para se referir a Clara, e comentou com João. Após a missa ecumênica realizada na Portela, várias pessoas foram comer em Jacarepaguá, e Mauro Duarte mostrou um início de samba dedicado à cantora. Faltava o letrista preferido dos dois para concluir o trabalho. Mas que condições Paulo César Pinheiro, marido de Clara, teria para escrever? Ele até ficou ofendido com a sugestão. Sucumbiu, porém, diante de um argumento de João:

‘Se não fizer, vão fazer uma cambada de samba ruim e você vai ter que aturar. Ninguém vai se atrever a arriscar um samba depois do teu.’

Convencido, Paulinho escreveu a letra, e a canção foi batizada de ‘Um ser de luz. João ligou para Alcione:

‘Faz um macarrão pra mim que eu vou te mostrar um samba.

Comeram cantando e chorando. Alcione gravou, e a música fez um enorme sucesso. João só daria a sua versão 11 anos depois.”

https://ocourodocabrito.blogspot.com/

 

 

 

 

 

Tags: Alcione / clara / Duarte / Luz / Nogueira / pinheiro / ser /
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Renê Monteiro disse:

Muito bom. Prefiro mesmo com João… É tudo de bom…

Levy disse:

Canção lindíssima emocionante uma homenagem sincera apaixonante para o povo cantar sem comentários letra e música se encaixa com muito valor.

Paulo Roberto Victer disse:

Grande interpretaçãona voz de Alcione nos exprime tanta emoção que somente um ser de luz poderia fazer. A inspiração dessa canção foi muito forte e a energia nunca se perde e sim muda de dimensão ! NOTA 10