Valsa de uma cidade
Esta canção é uma crônica de amor ao Rio de Janeiro. Realmente, seus versos iniciais com um enfoque descritivo – “Vento do mar no meu rosto / e o sol a queimar, queimar / calçada cheia de gente / a passar e a me ver passar” – têm a marca inconfundível do grande cronista que foi Antônio Maria, autor da letra, e bem poderiam servir de abertura a uma de suas crônicas.
Abrem, porém, uma das mais belas canções, entre tantas, que louvam o Rio de Janeiro, uma canção em ritmo de valsa, ao contrário da maioria que canta a cidade em ritmo de samba.
Em tempo: nenhum dos autores de “Valsa de uma cidade” era carioca, sendo Antônio Maria pernambucano e Ismael Neto paraense.
Extraída de http://cifrantiga3.blogspot.com.br
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“Valsa de uma cidade” foi muito marcante na minha vida, pois tocava nos filmes quando eu era criança. Aquele refrão é emblemático: ‘Rio de Janeiro, gosto de você, gosto de quem gosta, deste céu, desse mar, dessa gente feliz…’
Guinga (compositor)
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Clássico da MPB, de autoria de Ismael Neto e Antônio Maria. Foi gravado na Continental por Lúcio Alves em 7 de junho de 1954 e lançado entre esse mês e o de julho do mesmo ano, disco 16995-A, matriz C-3402 (ouça adiante!). O cantor também interpretou a música no filme “O rei do movimento”, da Cinelândia Filmes.
Extraído de Samuel Machado Filho
Lucio Alves & Coro(1954)
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Contraste entre alegria e melancolia em “Valsa de uma cidade”
“Valsa de uma cidade”, interpretada por Caetano Veloso, apresenta um contraste marcante entre a celebração do Rio de Janeiro e a experiência pessoal de desilusão amorosa. A canção começa exaltando a cidade, com referências ao “vento do mar no meu rosto”, ao “Sol a queimar” e à “calçada cheia de gente”, elementos que reforçam o sentimento de pertencimento e admiração pelo cotidiano carioca. O verso “gosto de quem gosta deste céu, desse mar, dessa gente feliz” destaca a ideia de uma conexão coletiva, mostrando que o amor pela cidade é compartilhado entre seus habitantes.
No entanto, a letra revela uma nota de melancolia ao final, quando o narrador admite que seu amor não foi correspondido. O trecho “no poema que eu fiz tinha alguém mais feliz que eu, o meu amor que não me quis” sintetiza essa dualidade entre a felicidade coletiva da cidade e a tristeza íntima da rejeição. A escolha da valsa como gênero musical reforça o tom nostálgico e afetuoso, já que a valsa, tradicionalmente ligada à saudade e ao romantismo, foi adaptada à música popular brasileira para expressar emoções profundas de forma leve. Na versão de Caetano Veloso, essa essência é mantida, valorizando tanto o amor à cidade quanto a vulnerabilidade dos sentimentos pessoais.
https://www.letras.mus.br/
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Nas enquetes sobre a música mais bonita composta sobre o Rio de Janeiro – e são muitas – está sempre “Valsa de uma cidade”, da dupla Ismael Netto, um paraense, e Antônio Maria, um pernambucano. A gravação original é de Lúcio Alves, de 1954. Pela delicadeza da melodia, os versos solares e a interpretação moderna, “Valsa de uma cidade” é um dos anúncios mais evidentes de que a bossa nova (que também cantaria o Rio) estava chegando.
https://radiobatuta.ims.com.br/
Parece que a gente está andando pela calçada, lendo uma crônica do Correio da Manhã com música de fundo. . Com Lúcio Alves…hum .
Está canção nos traz lembranças de uma cidade que merece ser visitada várias vezes pra cada vez mais conhece-lá.

